domingo, 8 de novembro de 2009
Raiva versus percepção
Resposta:
A cada instante devemos ser responsáveis (termos habilidade de resposta às situações) e assertivos. Mas, não raro, a raiva nasce assim: por ingenuidade ou ignorância, deixamos que nos invadam. Quando percebemos já é tarde. Nos invadiram, fizemos papel de bobos, nos desqualificaram, etc. e nós...deixamos.
Por pura ignorância operacional, a reação automática é ficarmos com raiva do autor externo da invasão, mas, no fundo no fundo, ficamos com ódio de nós mesmos por termos deixado que aquilo acontecesse, ficamos com raiva DO FATO de termos sido ingênuos e ignorantes. Ridículo, como é que eu posso condenar alguém por ignorância? Mas, por CULTURA, fazemos isso com nós mesmos. Nós mesmos nos desqualificamos com essa raiva.
DO OUTRO LADO
Quem invade, invade por hábito, por ignorância ou por maldade. Em qualquer um dos casos a nossa interação, para ser saudável, não poderia ser reativa. Quando somos reativos somos inconscientes, reagimos por memória emocional com cargas não pertinentes a essa situação de agora.
Em geral são TRÊS raivas que tomam conta de nós nesses momentos: Raiva do outro (por ter nos invadido) raiva de si próprios (por termos concedido na invasão) e mais as nossas antigas raivas guardadas não resolvidas.
Precisamos interagir de forma responsável (habilidade de resposta). De forma perceptiva. Perceber o momento, o autor da "invasão", percebermos o que precisamos fazer, nesta hora, para não sermos invadidos e dar a resposta consciente. ASSERTIVIDADE SEM REATIVIDADE.
Obviamente que junto com esse esforço para a resposta perceptiva, os ditos sentimentos de raiva estarão presentes. O treino é não ouvirmos essa "voz" e continuarmos perceptivos.
São duas coisas que temos que fazer ao mesmo tempo:
1- Buscarmos a percepção e
2- Exercermos a indiferença às próprias raivas enquanto estimulantes de reatividade.
Na medida em que fazemos isso muitas vezes, mais e mais vezes vamos preservando o nosso "território" pessoal e cada vez menos sentindo raiva. A raiva é um alerta vermelho contra invasão do nosso sistema. Se o sistema não é invadido o alarme não toca.
Muita gente tem esse alarme disparado há muitos anos, mas passou a não ouvi-lo, já o associou ao "som ambiente" por não saber o que fazer com ele. Daí quando, numa nova situação de invasão, a pessoa toma contato com o quanto está invadida agora e há muito tempo, SURTA! Vai na jugular do invasor e o mata, quando na verdade, naquele momento específico, um simples "não" resolveria a questão pontual.
É justamente a apatia na hora da invasão é que causa e acumula raivas. A raiva nasce porque eu não soube dizer não na hora e do jeito certo. A raiva é sempre de mim, por que eu não me respeitei.
O que fazer com tanta raiva passada e guardada?
Primeiro é senti-las, na suas reais intensidades e, se possível, detectar as suas origens. Quase sempre isso é muito doloroso, penoso e transtornante, mas É INDISPENSÁVEL. Melhor que seja feito com acompanhamento.
Imediatamente em seguida, aceitar a própria falibilidade diante das situações.
Acabar de vez com os: "Como eu fui idiota!!!!", "Eu sou um tonto mesmo!!!!", "Eu fui um trouxa!!!", etc.
Aceitar que não há outro jeito de aprender senão errando. É o erro que ensina. Essa percepção e aceitação da minha falibilidade disparam a aceitação da falibilidade do outro e, praticamente, "apaga", anula, as raivas. A isso se dá o nome de perdão. E é sempre a si mesmo e aos outros.
O que fazer para não criar novas raivas?
Dizer não sempre que necessário, tranquilamente, ou seja, não aceitar invasões e, se elas forem inevitáveis, aceitá-las por decisão consciente, sem conflito. Isso nos torna íntegros (não partidos) e dignos (autoestima em dia).
A grande vantagem que a pessoa leva, se fizer isso, é que terá menos motivos para adoecer.
Como já disse outras vezes: "Sentimento guardado gera doença".
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Mamãe Controladora.
Lembrando que mamãe controladora é sinônimo de mamãe
castradora que "fabrica" gente infeliz lotada de raiva
introjetada e inconsciente (é proibido assumir raiva
por parentes muito mais pela mãe) que desconta nos
outros essa raiva pelo resto da vida e, pior, achando
que está prestando um serviço à humanidade ao incitar
e obrigar uma proximidade física.
Ora, sabemos que afeto não se obriga ninguém a sentir.
Ou você sente ou não sente.
Não é obrigado e nem proibido sentir.
É justamente o convívio forçado que gera mais desafeto.
Quem é o "culpado"? A desafinidade (causadora, melhor do que culpada)
que é meramente um fenômeno natural. Está acima de qualquer julgamento.
Mas esse "social midiático" atual quer obrigar convívios
e proximidades exibindo um falso "bom mocismo", obrigando
as pessoas ao exercício (mesmo indesejado) da hipocrisia.
Hipocrisia essa, sobre a qual, se estriba todo o
comportamento DITADO pela mídia (mamãe) controladora.
Assim estamos condicionados a sufocar a propria existência
e a dos outros. Cada vez mais é menos possível uma liberdade
existencial que, para muitos, foi e é essencial.
Citando algumas famosas cabeças, para as quais, algum
isolamento ou excentricidade foram decisivas até mesmo
para a humanidade: Jesus Cristo, Mahatma Ghandi,
Einstein, Baruch Von Espinoza, Charles Chaplin, Sócrates (o filósofo),
praticamente todos os gurús da India, Francisco De Assis, praticamente
todos os grandes compositores da música erudita e por aí vai.
É só ler as auto-biografias de gente pensante.
Hoje ficou proibido pensar por sí próprio e muito mais ainda inventar
ou descobrir novas formas de exercício existencial.
Porque? Por que assim fica mais fácil, para o poder,
controlar, inclusive através da grande mídia, um "gado humano"de
pensamento uniforme.
No fundo no fundo é dinheiro, é poder, é, ISTO SIM, desafeto.
Exemplo prático é o que a mídia fez com o cantor "desaparecido"
Belchior. Ninguem pode ser feliz isolado, foram lá encher o saco
do sujeito.
Liberdade existencial para Belchior!
E toda a indiferença possivel para a Dona Mídia,
a nossa mamãe controladora.
domingo, 19 de julho de 2009
Quer ser bem tratado? Trate bem.
atenção às explicações. O prof. Antonio perguntava e Darcio ficava olhando fixo em silencio, com expressão de medo para a cara do professor que caçoava da desatenção.
"-Tá viajando Darcio, em que planeta você está?". Chegou até a dar o apelido de "Astronauta" para Darcio. "Voce precisa prestar mais atenção ao que eu falo, menino!". "Sim senhor" respondia Dárcio. No dia seguinte "-Presta atenção, Astronauta!". "Sim senhor" respondia Dárcio. De tanto que Darcio respondia todos os dias mais de cinco "Sim senhores", o apelido mudou para..."Sim Senhor". O professor Antonio era conhecido em toda a escola pela sua truculencia, frieza e aspereza. Estava sempre em "pé de briga" com os alunos, professores, funcionários e diretores.
Um belo dia, Darcio estava subindo as escadas que davam acesso à sala de aula e viu, dez metros à frente, o professor Antonio destratar um faxineiro: "Não vê que eu to passando? Precisa esperar eu pedir licença pra sair da frente? Que espécie de animal é você? Até um jumento sai da frente quando alguém está passando!!!!". Ao que o faxineiro respondeu: "Jumento é a sua mãe seu fdp, vai se f. !!! Indignado o professor Antonio esbravejou: "Ve lá como fala, hein! Você precisa aprender a tratar melhor os seus superiores". Mas não adiantou nada, o faxineiro nem ouviu pois sumiu rapidinho.
Darcio, que havia parado para observar tudo sem ser notado esperou no professor Antonio entrar na sala e entrou imediatamente após.
Como o incidente se deu ao lado da porta da sala que estava aberta, a classe inteira a tudo ouviu em silencio.
Ao entrar, Darcio postou-se ao lado da mesa do professor, que ainda estava de pé, colocando seus pertences sobre a mesa, e perguntou a ele em voz alta:
"Professor, o senhor faz questão de ser bem tratado, não é?" "Claro" disse Antônio. Aí, calmamente e sorrindo Darcio disse: "Então é melhor o senhor aprender a tratar bem os outros senão vai ser sempre essa comédia"
A classe inteira caiu na gargalhada. A situação se trsnformou numa espécie de humilhação dada a oportunidade bem sacada pelo aluno.
O professor Antonio esmurrou a mesa e berrou: "Já pra diretoria seu insolente".
Darcio virou as costas e saiu. A classe cortou abrupta e simultaneamente as gargalhadas e a aula seguiu.
No intervalo Antonio foi para a diretoria já planejando a suspensão de Darcio.
Ao chegar na sala, não só não encontrou o garoto lá como recebeu das mãos do diretor a sua própria demissão.
"Mas ele foi insolente comigo!!!" disse Antonio para o diretor se referindo ao garoto.
"Ele me contou tudo. A insolencia dele eu até perdoei, imperdoavel foi a sua atitude com o faxineiro. Eu vi tudo. Voce pode destratar à mim que sou hierarquicamente superior à você e posso decidir relevar, mas não a um faxineiro que não tem como se defender"
"Mas ele me ofendeu aos palavrôes" Argumentou Antonio. "Antonio, pela frequencia dos seus maus tratos que venho presenciando, faço minhas as palavras dele. Passar bem"
Com essa demissão, Antonio começou a sua escalada rumo à consciência relacional.
O primeiro passo é, de tanto levar "não" da vida, o neurastênico cai num cansaço tal que não lhe resta outra saída senão a de tratar melhor aos outros. Não ainda por bondade, mas como técnica, ainda soa falso mas é menos pior. O segundo passo é descobrir que essa "técnica" deixará, naturalmente, de ser uma estratégia para ser um modo de vida.
Aí já não mais como técnica, é claro.
Ah, "Sim senhor" e "Astronauta" dexaram de ser os apelidos de Darcio que passou que ser chamado, pelos alunos, de "Professor". ;-)
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Ninguem priva a gente de nada, a nossa postura é que nos limita ou nos liberta
Mas quando a bendita ficha cai, nooossa! É só alegria. A gente fica sabendo (sentindo) como a coisa funciona. Aí não tem volta.
Tem tristeza? Tem
Tem desanimo? Tem
Tem sensação de impotência? Tem
Mas dessa vez a gente sabe que está no caminho certo, do JEITO certo.
Treinar o bom astral.
Lembramos daquela humilhação horrível. Antes que a raiva tome conta, RESIGNIFICAMOS!!!!
Ah aquilo foi um bom aprendizado E PONTO FINAL.
Conectamos com a boa lição que aquilo trouxe. Ou simplesmente não nos permitimos mais sentir coisas ruins. Porque aprendemos que sentimentos destrutivos NOS destroem.
Esse exemplo foi no passado. Agora, no presente.
Convivemos com algo ou alguém que nos desqualifica, direta ou indiretamente.
O treino é, se não puder ficar longe, exercer a humildade (isso não é conceder na humilhação)e focar na plena ACEITAÇÃO das nossas qualidades E DEFEITOS. Isso traz a sensação de integridade e boa autoestima (que a desqualificação tenta destruir) que nos permite uma interação digna, assertiva e não reativa. Ante a desqualificação, dizer e/ou expressar tudo o que tiver que ser dito com tranquilidade emocional. Sem se contaminar pelas bombas emocionais. Focando sempre, quase que como numa fantasia, nas coisas boas que a gente merece e vai viver. O ambiente mental fica intacto, leve e fertil para o bom acontecer (acontecer substantivo).
No futuro.
Por mais que o futuro seja uma certeza, ele não existe. Não compensa passar minutos ou horas em ansiedade (que é a vontade de que o presente se apresse para logo chegar o futuro. O pai da ansiedade é o medo). Vale mais passar esses minutos imaginando a sensação de felicidade que a gente vai ter quando os problemas forem resolvidos. Não é imaginar a resolução dos problemas, é imaginar a SENSAÇÃO de felicidade. Isso sim muda a frequencia das vibrações mentais e, a partir daí, coisas melhores vão acontecer.
O trabalho, a ação somados à boa frequencia mental é tudo o que a gente pode e deve fazer para propiciar boas coisas nas nossas vidas.
Ah então querer é poder?
NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO!!!!!!!!
Querer é desejo, não é sentimento.
Agir com boa frequencia mental sim, fazer com bom sentimento, sentimento de alegria, felicidade, plenitude, isso é poder.
O "tom" do nosso sentimento é o "tom" da nossa realização.
Bom treinamento!
sábado, 13 de junho de 2009
No fundo não interessa
Ah êle tem esse jeitinho assim mas, no fundo, é uma pessoa linda.
No fundo, no fundo Calígula também era uma pessoa linda. Torquemada (da Santa Inquisição) também era.
Só no fundo não interessa!
A forma É o conteúdo. No fundo, no fundo todos nós somos pessoas lindas.
Só isso não adianta nada!
Qualquer deficiência de caráter ou de personalidade que alguém tenha, que o torne arrogante, agressivo, neurastênico, mal humorado, interesseiro, maldoso, destrutivo, intolerante, etc. O TORNA uma pessoa desagradável, um chato e/ou um insuportavel. Uma pessoa feia e não uma pessoa linda. Por mais que tenha um pensamento lindo sobre tudo, por mais que tenha criado coisas maravilhosas, por mais que cuide materialmente de segundos e terceiros, por mais que de conselhos maravilhosos. Se o "temperamento" ruim e/ou a personalidade complicada e/ou o carater deformado existem, a pessoa NÃO é linda.
É PROBLEMÁTICA.
E faz da vida alheia um inferno. Coloca os outros em ansiedade, desqualifica os outros, persegue ideológicamente, exerce ciúme e inveja de forma destrutiva, enfim, sufoca o outro!
Isso não é pessoa linda, é pessoa feia!!!
Ah êle tem esse jeitinho assim mas, no fundo, é uma pessoa linda.
Já observei que, geralmente, essa expressão é usada para referir-se à pessoas que tem algum poder. E, quem usa, está DEBAIXO, desse poder. É uma desculpa para continuar suportando esse poder, pelo menos, com cara de dignidade. E, de quebra ainda vende uma imagem de "santa tolerância que enxerga as pessoa no fundo". Mas é indigno.
Fica mais ridícula a exteriorização dessa desculpa do que a própria submissão ao chato-poderoso.
Melhor seria dizer:
"Ah ele tem esse jeitinho assim mas, no fundo, eu não sei viver sem o poder dele".
Mais honesto.
Mas como vivemos sob a égide da "Nossa Senhora Da Hipocrisia", é mais prudente usar a frase ridícula.
Todo mundo entende a mentira mas faz de conta que é verdade.
Amém.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Mamãe, deixe a sua filha em paz!!!
Quando isso acontece é porque mamãe não fez da vida o que quis e não elaborou bem as frustrações. Tornou-se uma frustrada amargurada, ressentida, magoada, azeda, etc.
Tem mãe que percebe a bobagem que fez da própria vida e vai se tratar. Aí dá até pra ter uma vida feliz, trocando afeto com pessoas afins digninamente.
Mas tem mãe que se tranca na amargura e se projeta desastrosamente na filha. "Eu não fiz mas a minha filha VAI fazer".
Aí começa a tortura, o sequestro e o "inferno em vida" dessa filha.
Pensamento ou sensação inconsciente: "Minha filha está se tornando mulher, está ficando mais bonita do que eu, mais gostosa do que eu, mais atraente do que eu portanto, mais poderosa do que eu. Que ódio!!! Morro de inveja!!! Com a minha cabeça de hoje aliada à juventude dela, ninguém faria o que fizeram comigo. Mas com a minha filha EU não vou deixar que aconteça igual, ela será o que eu não consegui ser"
Assim...
Atos:
"A minha filha terá que fazer da vida tudo aquilo que eu não consegui, do jeito que eu idealizei"
"Eu é que sei o que é melhor para a minha filha, sei isso até melhor do que ela mesma"
"Eu e minha filha somos como uma só pessoa, num pacto de cumplicidade e parceria contra as mulheres invejosas e os homens aproveitadores"
"A minha filha jamais se entregará a um homem a não ser que esteja absolutamente garantido o vínculo material e social"
"A minha filha seguirá a carreira que eu não consegui seguir, só assim ela será profissionalmente realizada"
"A minha filha terá o melhor que a vida pode dar e esse melhor eu é que sei o que é"
"A minha filha dará sequência aos meus valores morais, afetivos e materiais" etc. etc. etc.
Na adolescência da filha a mãe começa com o "Projeto Sufoco".
E vai....até a maturidade emocional que é, mais ou menos (na melhor das hipóteses), aso 25 anos. Que é quando o ser humano civilizado se sente fortificado para romper com os valores dos pais e passar a viver conforme os seus próprios.
Nesse período de aproximadamente 12 anos (dos 13 aos 25) a mulher em (de)formação recebe, da mãe, todos os sinais de que é indigna, não tem direito a pensamento próprio, não tem direito ao livre exercício da sexualidade com leveza e alegria, não sabe o que é melhor para si própria, não tem direito a pensar sequer, por si própria. Sente que, se pensar por sua própria cabeça, estará ofendendo a (santa) mãe. Equivocada santidade!
O mais sordidamente interessante é que, por trás de todas essas, aparentemente bem intencionadas atitudes, está a inveja destruidora. Essa mãe NÃO CONSEGUE ver a filha mais feliz do que ela própria. Em seu pensamento mesquinho, a felicidade da filha revela a incompetência da mãe. (Meu Deus!!! se a filha é feliz é, também, porque a mãe fez o serviço bem feito!!!!!)
As mães que agem dessa forma, e não são poucas, estão literalmente usando suas filhas como alavancas de realização e correção das suas frustrações e erros pessoais. Essas mães estão acorrentadas ao passado de infelicidade e investindo numa tentativa vã de fazerem com que suas filhas dêem a própria vida para arrebentar essa corrente maldita. E o pior é que, além de não resolver, acaba com a vida da filha.
Vai se realizar em VOCÊ !!!
A vida dela é dela, não a roube. A sua vida é sua. Ou era pra ser.
Se você a vendeu barato ou a desperdiçou, pague você essa conta!!!!
A sua filha não tem nada com isso.
...dela.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
O que que eu faço com o que estou sentindo?
Eu nunca deveria ter me apaixonado por você.
Me envergonho de sentir tanta raiva.
Tenho sentimentos impróprios em relação à ela.
Não sei o que fazer com tanta saudade.
Eu não posso ter tanto ressentimento.
Tenho vergonha de sentir inveja.
Eu não deveria sentir tanta mágoa.
Repreender-se por sentir algo é o mesmo que repreender uma planta por ela ter nascido.
A questão não é a existência de um sentimento, todos são legítimos, são sintomas do que está acontecendo em nós.
A questão é "O QUE FAZER COM O QUE SENTIMOS"
A inveja é natural. "Ele conseguiu o que eu não consegui"
E agora, o que eu faço com esse sentimento?
Destruo o meu invejado, desqualificando-o sutil ou grosseiramente, perssigo-o?
OU
Vou buscar a minha excelência para sentir a felicidade que êle (o invejado) parece estar vivendo?
É uma escolha. Posso focar no quanto sou inferior ao invejado ou usar a excelência dele como referência para encontrar a MINHA excelência.
O que fazer com tanto ódio?
Se a gente sabe que o ódio é destrutivo para nós mesmos, antes de afetar o nosso objeto de ódio, então é sábio tentar parar com o ódio. Lindas palavras. Mas como parar com o ódio? Entender que as pessoas estão em estagios diferentes de sabedoria e agem segundo seus parâmetros. Traem, são fieis, sabotam ou colaboram, conspiram contra ou a favor, ofendem ou elogiam, etc tudo isso de acordo com o nível de sabedoria em que se encontram. Sabemos que sabedoria não é fruto de berço, escolaridade e nem sensibilidade. Sabedoria já vem "default de fábrica". A pessoa só pode aumentar a sabedoria durante a vida, nunca retroceder. O caminho não tem volta. Se entendermos que cada um dá o que tem porque SÓ tem aquilo pra dar, fica mais fácil não odiar e até mesmo perdoar.
O sentimento que alguem tem, diante de uma experiência, diz exatamente em que grau de sabedoria êle se encontra. Oras, pra que serve a sabedoria? Simples, para viver melhor.
É muito melhor viver sem ódio, raiva, ressentimento, mágoa, etc.
Agora, o que fazer com amores impossíveis?
Não existe amor impossível. O que existe é o formato impossível que você tanto deseja para viver esse amor NO MOMENTO. Se não dá pra exercer o amor do jeito que você quer, viva do jeito que que ele se apresenta, COM ALEGRIA. Para de ser mimado e manipulador. Não brigue com a natureza. Se você viver esse amor do jeito que ele se apresenta como possivel, COM ALEGRIA, talvez, talvez até ele se torne possível do jeito que você sonhou. O importante é viver o sentimento do amor e não estragá-lo com a poluição emocional da revolta pela frustração, manipulação, etc. A vida está te dando um amor!!!!! Viva-o!!!! Do jeito que ela te apresentou esse amor.
Se você incluir revolta e/ou manipulação, "PERDEU MANO"... já não é aquele amor que você está vivendo. É um detrito emocional qualquer e é questão de tempo para deteriorar e azedar.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Afeto ou dignidade?
1 Maria gosta de Jose que gosta de Maria igual. Deu "química".
2 Maria gosta de José que gosta de Maria MAS José não está disponível. Se Maria fica atrás de José, sofrendo e Jose distante, Maria está vivendo o afeto DE FORMA INDIGNA.
O legal seria Maria se afastar de Jose, ELE NÃO QUER NADA. Mas Maria não convive bem com a frustração e insiste. Maria está rolando o morro de neve da indignidade abaixo...concedendo numa relação(?) indigna porque não aceita a frustração. Ela só tinha UM problema: A decisão de José não querer viver o amor que de fato existe entre os dois resultando em frustração. Mas a Maria (tolinha) trouxe o espírito de caça para o seu relacionamento e não aceita o não como resposta rsrsrs ai ai....Essa forma INDIGNA de viver uma realçao afetiva trás a Maria um segundo problema: A redução da sua dignidade e automática baixa na sua auto-estima. Porque? Porque pos na cabeça, de forma obsessiva, que não aceita a rejeição de José. Para ela, SE JOSÉ NÃO A ACEITA ELA NÃO É NINGUEM (mais ou menos isso).
Ora, cada um tem o direito de fazer com o afeto que sente o que quiser. Negá-lo é sempre doença, mas se a decisão de José é essa, então é melhor que Maria aceite e aprenda (não é fácil) a conviver com a frustração de forma a não se destruir.
Como?
Não transformando essa situação num cabo de guerra, não se tornando indigna implorando amor a José, não tranferindo isso para a comida, para o cigarro, não se automedicar com remédios antidepressivos (que vão anestesiar seu sentimento), não enchendo a cara "pra esquecer" ou conviver melhor, não se drogando, etc.
Maria, se o José não quer viver o amor com voce, não há o que fazer...cai fora já. Tem o fenômeno amor entre você e o José, mas não é SÓ entre voce e o José. Tem por aí pelo menos umas vinte pessoas com quem voce poderá formar uma boa dupla amorosa.
Tira o "embaço" do José da cabeça o quanto antes...daí você "limpa" a área (a energia em volta) e permite que apareça alguem querendo viver o afeto dignamente com você.
Agora, se voce convive com a frustração de forma destrutiva a ponto de se tornar indigna por não aceitar a rejeição, então procure ajuda. Voce não vai sair dessa sozinha. Aceite isso.
Ou se esse é o quinto "José" que apareceu na sua vida (no mesmo formato) procure ajuda tambem. Voce está repetindo um padrão de relação destrutiva. Não se assuste, todo mundo faz isso, de um jeito ou de outro. Recomendo humildade. Até Deus é humilde.
Então Maria, para viver um bom afeto é preciso vigiar a balança da dignidade na relação...não dar mais do que recebe, não receber mais do que dá e conviver decentemente com a frustração se o outro negar a vivência desse afeto. Voce continuará vivendo esse afeto sozinha e isso doerá por um tempo. Tem que aprender a conviver com essa dor.
Esse papo de botar na cabeça que vai conquistar é coisa de militar em guerra, empresário, tudo menos de quem está vivendo uma relação de afeto.
Afeto ou dignidade?
Dignidade! Para que o afeto possa rolar à vontade...
quinta-feira, 30 de abril de 2009
O Fenômeno Susan Boyle
Entra no palco a pretendente a cantora. Feia, gorda, desengonçada mas muito disposta. Risível.
Claro, ela não tem nenhum dos ingredientes básicos do show business para se tornar uma celebridade na música, ao contrário.
"No mínimo daremos boas risadas" pensamos todos. "Vamos rir um pouco do ridículo que não suportamos em nós mesmos, vamos transferir esse escárnio, essa raiva somada com frustração e desprezo PRA ela. Pra Susan. Ela se dispôs a isso então desçamos o cacete nela. Agora ela é o bode-expiatório da vez".
Começa a cantar. "Nossa ela tem talento, voz impecável. Meu Deus, como fui injusto, ela não é "EU" lá. A coragem dela vem da convicção no talento enorme que tem". Choradeira, comoção, arrependimento, compaixão.
Pronto, está realizada, com sucesso, uma grande operação de marketing.
Eles contaram com a nossa péssima auto-estima gerada pelos péssimos valores estéticos (cultivados à exaustão pela própria mídia) seguida do nosso péssimo costume de nos deixarmos reger pelo medo da exposição e nos ocultarmos mediocremente em nossa cela existencial pequeno burguesa.
"Ridículo eu?????? JAMAIS!!!!! Eu tenho brio, amor próprio!!!!!!"
A Susan vai mudar de vida, vai gravar seus discos, fazer seus shows, vai ganhar dinheiro e tomara que isso a faça feliz. Tenho cá minhas dúvidas mas isso deverá acontecer por um tempo, pelo menos.
E nós "Susans Boyles que não nos permitimos uma oportunidade por medo do ridículo"?
Vamos continuar engrossando o coro dos frustrados tirando sarro dos ridículos ou vamos esquecer a palavra ridículo e fazer o que amamos?
A mídia nos impõe uma uma gaiola asfixiante de pre requisitos imbecis para uma vida miseravelmente aceitável.
Se aceitamos estamos INcluidos.
Se não aceitamos viramos EXcluidos.
Susan Boyle foi lá e provou (para nós) que é possível ser alguém reconhecido mesmo estando FORA da jaula (padrões).
E ELES (a própria mídia) se "renderam", aprovaram para dizer que sempre que alguém tem talento a mídia aceita. (Mentira global)
Foi sim uma grande jogada de marketing.
Parecida com a campanha de lançamento do Mercedes A4 cujo tema era "Você de Mercedes". Esta frase explicita que, para eles, está claro que você é um bosta e que, sem a "bondade condescendente" deles, jamais andaria em um Mercedes. Mas só desta vez estão fazendo uma concessão, um favor e, graças a isso, você, o bosta, poderá mostrar que é alguém SE ostentando num Mercedes. O Mercedes que é o bom, você é meramente mais um bosta.
Pra eles a sua auto-estima TEM que estar no lixo e se você aceita o jogo, pronto eles estão com poder SOBRE você. A mídia quer você cheio de esperança pela aceitação e, depois de Susan Boyle, muita gente está esperançosa. Mas a mídia não vai consagrar todas as Susans Boyles porque aí seria o talento que passaria a valer e não o poder da mídia.
A mídia não aplaude o que você é mas sim os valores DELA que você decida expressar ou representar. Aí ela, descartavelmente, te consagra.
A Susan canta bem e sabemos que só isso não serve pra mídia, mas serviu sim pra mídia dar o falso recado de que é "boazinha" e consagra o talento.
Eu acredito na Susan porque eu acredito em mim e em todos nós, acho mesmo que ela é feliz com ou sem a mídia E QUE TODOS NÓS TAMBEM POSSAMOS SER.
Só torço muito para que ela não seja esmagada por esse mundo cão e imundo no qual está entrando e continue com a pureza e ingenuidade que fazem dela o grande ser humano que é.
Só a pureza e a ingenuidade podem gerar a entrega.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Relações harmônicas
que voce o admira. Com verdade sempre.
Use a generosidade expressando sempre algo bom que você vê nele.
Demonstre que você está focado SÓ nas qualidades dele.
Demonstre que você aceita as limitações dele com leveza, tolerância e relevancia.
Claro, você só conseguirá fazer isso quando aceitar suas limitações dessa forma.
Cuidado para, ao contar seus feitos, não deixar implícito que está em posição inferior
todo aquele que não consegue fazer isso.
É só usar a humildade.
Evite contar vantagens, descrever contendas nas quais você saiu vencedor.
Se for perguntado sobre o que pensa das limitações dele, responda com muita generosidade, muita tolerância, muita compreensão e principalmente com muita cumplicidade e muita humildade.
Assim, se ele for uma boa pessoa, você terá dele sempre o melhor.
domingo, 19 de abril de 2009
Sentimentos e sensações
Como que obrigando-nos a sufoca-los através do ritmo alucinante de vida imposto com foco exclusivo na sobrevivencia mínima. Sem sentimentos adoecemos. Sobra uma grande tristeza cronica, o único sentimento permitido até porque é estimulado. E, para que essa tristeza não seja vivida mas sim compensada, mantendo-nos cativos, a estrutura do poder nos induz a compensar essa tristeza com sensações, através da indústria do entretenimento, dos brinquedinhos tecnológicos e dos alimentos insalubremente deliciosos.
Assim os sentimentos continuam sufocados, a tristeza é falsamente compensada, o civilizado fica cada vez mais pervertidamente idiota, a industria do entretenimento cresce, a indústrica farmaco/alimentícia enriquece, os bancos represam a energia do planeta e o poder segue anonimamente soberano.
Compensar ou substituir sentimento com sensação,
a grande doença do mundo globalizado.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Linguagens da natureza...
Cliente diz:
Meu terapeuta virtual...depois vc me responde....pq a maioria dos homens falta com a verdade. Não pense q é intriga de feminista não. Aqui pra nós, amigo, vc não percebe isso?
Cliente diz:
a impressão q me passa é q a maioria dos homens não se aprofunda em suas emoções, daí por desconhecer-se, prefere mentir.... será?!?!
Cliente diz:
não só mentir, mas, omitir..fugir quando não quer encarar frente a frente uma mulher.
Cliente diz:
uma conversa....
Arly Cravo diz:
Olha minha cara, tudo aquilo que uma mulher é capaz de fazer por um filho, um homem é capaz de fazer por sexo. É a natureza.
Cliente diz:
entao vc tá afirmando q tudo acaba em sexo...que todas as mentiras contadas pelos homens, mesmo que não dizem respeito ao tema sexualidade, traz em si o sexo...é isso? q tem a ver com a perpetuação da espécie? safadeza..meu Deus
Arly Cravo diz:
Não, minha querida, não afirmei isso. Afirmo sim que mulher e homem querem, prioritariamente, coisas diferentes no encontro. A femea visa a cria, já o macho visa o sexo em si. Isso é a natureza que dispõe. Isso não determina que, necessariamente, tudo acabe em sexo. Esse é um detalhe que vai depender de cada "dupla", de cada casal. Esse detalhe depende tambem da cultura das pessoas. Para a natureza o único sentido da vida é a procriação. As circunstancias em que isso vai ocorrer depende da cultura mais ou menos afetusosa e mais ou menos repressora. Sendo assim, como estamos numa cultura muito pouco afetuosa é óbvio que macho e fêmea usem de artifícios de caça para obterem o que desejam. Ela a cria, ele o sexo.
Cliente diz:
Cravo, vc acha que essa discussão tem a ver com o fato da maioria dos homens mentirem? minha pergunta inicial ? Não falo somente da mentira com relação a conquista mas como um todo!
Arly Cravo diz:
Seguinte, tentando resumir: os impulsos que envolvem a sexualidade são diferentes para mulheres e homens. O homem é para andar (nomade) em bandos de 20/30 pessoas. Todo mundo transava com todo mundo e os filhos eram de todos. Quando paramos começou a perversão, distorção da natureza. Inventamos uma cultura bem artificial...Essa civilização inventou o casamento, parceiros fixos, culpa, poder,
Arly Cravo diz:
regras para normatizar condutas artificiais. Só que a natureza, dentro das pessoas, continua a mesma. Para vivermos em sociedade temos que sufocá-la. Essa asfixia causa muitas , muitas, muitas doenças. Quando um indivíduo tem o impulso vital mais forte, se ve forçado a dar vazão a ele. Se preciso, vai mentir na tentativa de se dar bem com a sua natureza e com a civilização. Somemos a isso o fato
Arly Cravo diz:
de que pervertemos 2 vezes a nossa natureza, viramos caçadores e guerreiros. É MUUUUUITO distanciamento da natureza humana. Sendo assim, o amor, a preservação da espécie virou caso de guerra. A sociedade nem sequer considera o amor com fim em si proprio. O considera como elemento vulnerabilizador de cidadãos. Na sociedade o sujeito vira refém do amor. A mulher com a cria e o homem com o seu insti
Arly Cravo diz:
instinto sexual sujeito a normas. É claro que isso é um prato cheio para mentiras, na melhor das hipóteses. Pessoas matam, roubam, sequestram, se matam por amor.
Arly Cravo diz:
Essa perversão na qual estamos incluidos não reserva espaço para o amor. Teriamos que voltar ao bando de 20/30 pessoas, com sexo/afeto livre entre elas, responsabilidade e afeto de todos com todos. Nesse formato natural a mentira seria inútil e desnecessária.
Arly Cravo diz:
Os homens mentem, em geral, porque fogem do compromisso social...querem viver o sexo/afeto apenas. A mulher mente, em geral, porque quer vínculo afetivo/sexual/social pois precisa da ajuda do macho para cuidar da cria. Pra obterem isso, ambos mentem mesmo! Porque o amor não é mais amor aí, é guerra! É poder! É domínio!
Arly Cravo diz:
Quer fazer o teste pra ver se está preparada para viver o amor?
Arly Cravo diz:
Viva o proximo relacionamento em segredo absoluto, sem social, sem morar junto, sem posse, relacionamento aberto. Assim sobra SÓ o afeto entre voces. Se houver afinidade, será lindo!!!
Arly Cravo diz:
A presença da mentira é porque estamos em guerra, em todos os aspectos, a civilização como um todo, o mundo globalizado. É isso.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Amor, posse, carência, ciúme...
Fala garoto!
CLIENTE diz:
Isso é hora?
Arly Cravo diz:
Há, é a minha hora
CLIENTE diz:
To precisando d ajuda
Arly Cravo diz:
Diga
CLIENTE diz:
Conheço uma menina ha cinco meses
CLIENTE diz:
E to afim dela
CLIENTE diz:
Mas não sei se é carência ou amor
CLIENTE diz:
Como saber?
Arly Cravo diz:
Só depois de ficar com ela... o tempo diz
CLIENTE diz:
Só ficar?
CLIENTE diz:
Eu já fiquei com ela
CLIENTE diz:
Uma vez
CLIENTE diz:
Eu sempre penso nela
CLIENTE diz:
Me declarei a ela nesse domingo
Arly Cravo diz:
Digo, ficar varias vezes... iniciar um vinculo...
CLIENTE diz:
E fiquei triste com isso
CLIENTE diz:
O q faço?
Arly Cravo diz:
Declarou-se e depois ficou triste?
CLIENTE diz:
Foi
CLIENTE diz:
Já tava
CLIENTE diz:
Pq ela é bissexual
CLIENTE diz:
Ela estava dizendo q ficou com uma menina no inicio do ano
CLIENTE diz:
Ai acha q fiquei com ciúme
CLIENTE diz:
Fiquei triste
Arly Cravo diz:
Entendo
CLIENTE diz:
E resolvi dizer o q sentia por ela
Arly Cravo diz:
Parabéns
Arly Cravo diz:
Isso é um gde passo
CLIENTE diz:
Não sei mais o q fazer
CLIENTE diz:
É
Arly Cravo diz:
Fica com ela...
CLIENTE diz:
Ela diz q é minha amiga
CLIENTE diz:
Mas eu quero mais q isso
CLIENTE diz:
n sei se ela quer o mesmo
CLIENTE diz:
Isso é carência?
CLIENTE diz:
Eu sofro muito com isso
Arly Cravo diz:
Ela é uma amiga que beija na boca, certo?
CLIENTE diz:
rs
CLIENTE diz:
Foram duas vezes
CLIENTE diz:
Ela falou q n quer me machucar ficando comigo
CLIENTE diz:
Pq eu quero mais q ficar
Arly Cravo diz:
bem, vamos aos poucos
CLIENTE diz:
como?
Arly Cravo diz:
esse negocio de ficar exigindo o formato do amor para aí vive-lo se for conveniente, é doença. Portanto se ela quer ficar e você gosta de ficar com ela, ACEITE o amor como se apresenta. NÃO QUEIRA MANIPULAR O FORMATO
CLIENTE diz:
Legal
CLIENTE diz:
O q eu faço agora?
CLIENTE diz:
Sem querer grudar nela
Arly Cravo diz:
Outra coisa: Pare de se ocupar quanto ao nome do que você sente, se é amor ou carência... em geral é tudo isso junto e muito mais coisas....O importante é viver
CLIENTE diz:
Bom
CLIENTE diz:
Mas mestre
CLIENTE diz:
O q faço?
CLIENTE diz:
Ataco ou espero?
Arly Cravo diz:
Sim
Arly Cravo diz:
Fique com ela sempre que os dois quiserem e/ou puderem
CLIENTE diz:
O problema é
CLIENTE diz:
E se ela n quiser nada?
CLIENTE diz:
Eu vou sofrer
Arly Cravo diz:
Então esqueça dela...
CLIENTE diz:
Como!?
Arly Cravo diz:
Você já esta sofrendo... aprenda a conviver com essa dor...faz parte do amor
CLIENTE diz:
É
CLIENTE diz:
Como passa?
CLIENTE diz:
Tem remédio?
Arly Cravo diz:
Se a gente foge do amor, adoecemos, se a gente encara o amor, gozamos e sofremos... mas crescemos com saúde
CLIENTE diz:
Umm
Arly Cravo diz:
Remédio?
Arly Cravo diz:
Sim
CLIENTE diz:
Qual?
Arly Cravo diz:
Exercite o desapego
CLIENTE diz:
Isso!
Arly Cravo diz:
Cada vez vai doer menos
CLIENTE diz:
É ai que queria chegar
CLIENTE diz:
Como exercitar?
Arly Cravo diz:
Parabéns por querer exercitar
Arly Cravo diz:
Lembre a cada instante que ninguém é de ninguém. As pessoas passam um tempo com as pessoas.
Arly Cravo diz:
É assim que funciona na real
CLIENTE diz:
Esse é o exercício?
Arly Cravo diz:
A vida é composta de gozo e dor... sempre
Arly Cravo diz:
Isso... esse é o exercício. Sabe a letra da música do Nelson Mota "Como Uma Onda"?
CLIENTE diz:
Sei
Arly Cravo diz:
Decore e repita para vc mesmo como um mantra
CLIENTE diz:
rs
Arly Cravo diz:
Aceite a realidade que ela expressa
CLIENTE diz:
q coisa difícil
CLIENTE diz:
Vou tentar
Arly Cravo diz:
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
CLIENTE diz:
Existe amor sem sentimento de posse?
Arly Cravo diz:
Claro
Arly Cravo diz:
Amor é um fenômeno natural... fruto da afinidade entre dois ou mais seres. Posse no amor é instinto baseado no medo que se manifesta na personalidade. Em geral a posse acaba com o amor.
CLIENTE diz:
Umm
CLIENTE diz:
Parece budismo
Arly Cravo diz:
O Buda viu essa realidade preexistente na natureza e, portanto no homem
CLIENTE diz:
Eu amo Buda
CLIENTE diz:
Então
Arly Cravo diz:
Então, você SE ama
CLIENTE diz:
Valeu mestre
CLIENTE diz:
Valeu a força
CLIENTE diz:
Vou ta sempre lhe perturbando
Arly Cravo diz:
Blz entendi..mas não sou mestre, não mesmo
Arly Cravo diz:
Sou um treinador
CLIENTE diz:
Legal
Arly Cravo diz:
Você me autoriza publicar esse nosso atendimento no meu blog, claro que com seu nome trocado? Mais pessoas poderão se beneficiar.
CLIENTE diz:
Claro
CLIENTE diz:
Alias adoro o blog
CLIENTE diz:
muita coisa interessante
segunda-feira, 23 de março de 2009
Aprendendo a ouvir
Kardec (conhecido como Kardecismo ou espiritismo) que me trouxe o conhecimento da humildade, nem sempre bem exercida por mim. Eu tinha 21 anos.
Mais ainda, a proximidade de um grande amigo com quem tive a oportunidade de aprofundar esse conhecimento através de longas conversas e discussões.
Mais ainda, as minhas tragicômicas tentativas de colocar em prática essa “humildade”, que, por erro de leitura da minha parte, era bem diferente da proposta por Kardec.
A minha humildade estava mais para anulação e subserviência do que para qualquer outra coisa. Coisas de quem teve pai autoritário.
Enfim, esse comportamento, a que chamei de humildade por alguns anos, acabou por me trazer um benefício: Eu aprendi a ouvir. Existem formas mais confortáveis, mas esta foi a minha. O suficiente para fazer disso um jeito de perceber o outro. Me abster, um tanto, da compulsiva subjetividade que faz com que julguemos o outro por nós mesmos.
Como sempre fui muito ávido por conhecimento, dos 18 aos 35 anos era um verdadeiro rato de biblioteca. Nunca consegui estudar em escolas (aos 50 descobri porque: dislexia). A minha saída foi correr atrás de professores, aulas particulares esporádicas intercaladas por períodos de imersão em livros. Todos riscados, com sumários particulares, lidos e re-lidos. Em alguns momentos, tenho certeza de que fui um estorvo para alguns de meus professores.
Foi assim que estudei filosofia, música, pintura, psicologia (melhor dizer comportamento humano) comunicação e tecnologia musical, com experts no assunto.
Ao aprender cada uma dessas coisas, com os devidos professores, aprendia também com êles, sempre e repetidas vezes, o quanto DEPENDEMOS de um bom ouvido que nos ouça com imparcialidade e reforço às nossas idéias. O quanto o conhecimento vai nos tornando mais tristes, solitários e carentes de compartilhamento SE: perdermos a simplicidade no decorrer do aprendizado. Aprendi sim que o conhecimento não pode tomar o lugar da simplicidade, deve aumentá-la e isso é tarefa individual.
Quando o conhecimento nos coloca em contato com terriveis limitações e as aceitamos passivamente, aprendemos a impotencia e amarguramos.
Quando o conhecimento nos coloca em contato com terriveis limitações e nos propomos a superá-las, sem pressa, com humildade (a verdadeira) e simplicidade, crescemos.
Quando um expert, nessas condições, encontra um respeitável, paciente e bom ouvinte, é uma festa para êle.
Aprender a ouvir implica em baixar a guarda, mesmo quando agredido.
Não é fácil mas com treino a gente consegue.
Rótulo traz felicidade?
Íntegra da entrevista dada à Revista UP
UP- Vc acha que é possível uma pessoa ter experiências sexuais (mesmo que seja somente um beijo) com alguém do mesmo sexo sem que precise necessariamente se identificar como “bi” ou homossexual?
ARLY CRAVO- É importante, sim, viver EXPERIÊNCIAS AFETIVAS SEM RÓTULO. A identidade é desnecessária, serve sempre para restringir o exercício do afeto. Sentiu, vive e ponto.
Rótulo é coisa de prateleira, de consumo. Afeto não é mercadoria. E quando é tratado como tal, diminui, restringe e até mesmo pode deixar de ser afeto para dar lugar ao exercício de uma prática mecânica determinada pelo rótulo de uma tribo ou coisa que o valha. Afeto! Isso é importante.
UP- O termo “heteroflexível” surgiu para determinar que alguns indivíduos sentem vontade em explorar certos momentos de homossexualidade, seja para se conhecer melhor ou por buscar um prazer momentâneo, sem que isso implicasse num compromisso com certas identificações sexuais e outras tantas rotulações. Vc considera isso é válido em algum sentido ou é apenas uma moda passageira?
ARLY CRAVO-Vejo que “heteroflexível” é um rótulo cuja finalidade é libertar o “heteroflexível”dos outros rótulos. Rótulos são como credenciais para alguém mudar de espaço com a devida autorização social. Se alguém procura aprovação social para o que faz com o afeto, NUNCA vai conseguir.
A sociedade não quer nem saber de afeto, quer saber de formatos que ela possa regulamentar.
Até porque é impossível regulamentar todas as formas de exercício afetivo.
Forma de exercício de afeto é questão única, de cada um.
“Heteroflexível” é mais um rótulo, e por isso mesmo, restringente. Alguém pode se declarar “Heteroflexível”, mas por quanto tempo? E se um dia acordar assexuado? E se um dia se sentir só hétero ? Não fica mais simples se sentir livre para fazer o que sente, a qualquer hora?
O legal é a liberdade de exercício afetivo em cada momento e da forma como se apresenta.
Não precisa pedir a benção pra sociedade, ela não entende de afeto. Há uns 8 anos criei uma frase especialmente para isso:
“O maior desserviço que a mídia presta não é a banalização do sexo, é a exclusão do afeto”. Está no meu livro de frases Senhas http://www.arlycardoso.com/test1.html
UP - Será que essa atitude é uma novidade? (Como se antes do termo existir não existisse a experiência em si.)
ARLY CRAVO- Certamente que a necessidade de troca afetiva com esse formato sempre existiu no decorrer da história.
Para citar 2 exemplos:
Na antiga Grécia era assim: Prevalecia homem com homem, daí quando era preciso gerar mais um cidadão, escolhiam uma mulher para a procriação. É uma forma de “heteroflexibilidade”.
No Hawaí, antes da invasão americana, era comum a “heteroflexibilidade”, mas com mais liberdade.
Na minha opinião, é claro que esse sentimento não é novidade, esse desejo não é novo, deve ser tão velho quanto
a humanidade. Mas, quando em sociedade, sempre tem um “pedágio” para se viver os sentimentos, e os preços variam muito.
Por isso sou a favor de que se viva os sentimentos e afetos nos diversos formatos em que se apresentarem À PARTE da sociedade. É a dois, três, sem rótulos nem tribos.
UP - Há um pré-conceito muito difundido popularmente que diz que “bi” é uma pessoa mal resolvida. Esse mesmo tipo de pensamento costuma advertir também que “heteroflex” não existe, ou seja, que alguém que age assim é gay e pronto. Você acha que isso tudo confunde e atrapalha mais do que ajuda as pessoas a lidar com sua sexualidade? Qual seria uma boa maneira de rebater a esse tipo de crítica?
ARLY CRAVO- Claro que confunde e atrapalha e muito. Quando eu julgo o sentimento do outro, estou falando DE MIM.
É ridículo qualquer julgamento. Se alguém me diz que é “bi” eu só lamento pelo fato desse alguém estar se impondo um rótulo,
mas acredito e respeito. É uma questão SÓ dele. Eu posso até ter a impressão pessoal de que ele é gay ou hétero, mas
é só a minha impressão, não vale como verdade absoluta.
UP- Flexibilidade no campo sexual é sinônimo de falta de reflexão íntima?
ARLY CRAVO -Não necessariamente. Se alguém se impõe esse ou qualquer outro rótulo é por falta de reflexão mesmo.
Agora a flexibilidade como característica, condição, direção sexual é o “jeito” da pessoa e pronto.
Inflexibilidade em qualquer campo é que é sinônimo de falta de reflexão. Repito, isso não é o importante. Nas relações, a forma tanto faz, o importante é o afeto.
UP - Uma pessoa se autodenominaria “hetero” ou “homo” flex porque ainda não sabe muito bem o que quer da vida sexual?
ARLY CRAVO - Poder ser, depende do caso, mas não vale como regra. Quero crer que, na melhor das hipóteses, ela se denomina isso ou aquilo porque, em determinado momento, se SENTE assim. Na pior das hipóteses é porque está comprometida com uma tribo e TEM que se declarar assim.
Prefiro a pessoa que não pensa em rótulo. Faz o que sente.
UP- As pequenas experiências devem contar e assim se classificar o todo pela parte? (as exceções criariam as regras?)
ARLY CRAVO -Por esse raciocínio contabilista diríamos:
Se o rapaz transou com rapaz 5 vezes, transou com mulheres 15 vezes e se masturbou 80 vezes ele é:
5% Gay
15% Hétero e
80% Onanista
Pessoalmente, acho ridícula essa contabilidade.
As experiências, PEQUENAS OU GRANDES, não contam e muito menos devem ser classificadas. Em geral, por medo, as pessoas não se dão a liberdade de exercerem a sexualidade tal como ela se apresenta em dado momento. O rapaz do exemplo pode um dia se descobrir assexuado. Pode se descobrir hétero e desprezar a masturbação, e pode se perceber com todas essas formas de expressão sexuais/afetivas atuantes.
E aí, o que a gente faz com a planilha da contabilidade? Joga no lixo. Até porque, em consultório, a gente descobre que tem gente que está homo por engano, tem gente que está hétero por engano, tem gente que está assexuada por engano, e assim por diante. As variáveis são quase infinitas, seria impossível classificar sem ser ridiculamente curto.
Seria o mesmo absurdo que dizer que o ar que respiramos tem só oxigênio sempre.
Não há regras. O que dá pra dizer é que existem diversas expressões sexuais, inclassificáveis.
Esse negócio de prever comportamento, classificar, enquadrar, normatizar é coisa de gente travada afetivamente, gente que quer controlar, e o melhor do afeto e do sexo é que
“na saúde” não tem controle, ele flui, acontece.
UP - Você acredita que a mídia influencia a cabeça desses jovens e poderia ter sido a “culpada” por cunhar termos para tais atitudes? O que vc acha de um "hino" para os heteroflex como a canção “I kissed a girl” da cantora Katy Perry? (Música que fala da experiência de uma mulher beijar outra para ver como que é).
ARLY CRAVO –Talvez, por ingenuidade, eu até acredite que o artista criou uma musica dessas falando de sentimentos e afetos, mas com toda certeza a midia rotula, põe na prateleira da tribo que compra e cria um consumo dirigido.
Sentimento ou afeto que cai na mão da mídia apodrece. (vou botar essa frase no meu livro rs)
UP- Se vc tiver mais alguma consideração a fazer sobre o assunto, por favor fique à vontade!
ARLY CRAVO -Pessoas queridas!
A única, única coisa mesmo que interessa e que acrescenta é o afeto que você sente e troca numa relação digna. Seja por quem for e como for.
Rótulo não traz felicidade, afasta. Rotulo te dá segurança social mas é uma jaula existencial.Você fica sequestrado por ele.
Sejamos nós!
Isso basta: você e seu afeto em relações dignas.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Quanto custa um bom afeto?
No ambiente de guerra, do socia,l êle é sempre o mais frágil e precisa ser muito forte para manter o afeto num ambiente sempre hostil. Precisa ver com clareza e ter certeza absoluta dos seus valores para manter-se convicto e em exercício pleno de afeto. Saber perdoar é essencial. A si próprio e aos outros.
O afeto honesto não é socialmente conveniente e nem cria atalhos. Isso seria bajulação (arma de guerra no social). O "ser afetuoso" custa caro e só tem cacife pra pagar quem tem bom caráter e convicção amorosa. O ser afetuoso exige um interminável trabalho de auto-correção que só é possível com humildade e persistência.
Esse trabalho começa na percepção das falhas no auto-conceito, na auto-imagem e do exercício da auto-estima. Auto-estima, isso mesmo. Pode parecer simplista demais mas é o fato. Quem não desenvolve uma boa auto-estima (diferente de narcisismo) não é capaz de ser afetuoso com os outros. A gente sabe que a humanidade é ainda uma tentativa e não terá sucesso enquanto não priorizar o afeto em TODAS as relações.
O exercício do afeto tem o seu preço. É caro, mas depois que você o apreende, é gratis e de uso vitalício.
Assim como o desafeto é consenso na nossa sociedade, por pura imitação; o afeto também o poderá ser. E mais, é que, sendo afetuoso, além de se fazer um grande bem, você deixa uma semente imortal no seu semelhante. E ela, um dia, irreversivelmente, brotará.
O afeto pode custar caro, mas é pra sempre.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
"Fisioterapia" Dos Sentimentos
O fluxo dos sentimentos parece um fenômeno totalmente expontâneo. Mas não é.
É fruto de hábitos relacionais. Maus hábitos geram fluxo de maus sentimentos (em relação a si próprio e aos outros) e o contrário tambem.
Chega uma hora em que estamos sentindo sentimentos que não são nossos, são importados ou providenciados para determinadas ocasiões ou sentindo coisas que já foram resolvidas, terminadas, já evoluiram, mas a "coisa" está lá. Se isso acontece com muita frequência os sentimentos nos controlam numa espécie de "automático" cujo botão on/off nem sabemos mais onde está. E lá ficam os sentimentos instalados, ligados 24h.
Certa vez criei uma frase que está no meu livro Senhas "Se você estiver de mau humor, comece a rir. No começo vai achar sem graça mas daqui a pouco a graça vai achar você"
Está aí a raiz da idéia da Fisioterapia Dos Sentimentos que estou propondo.
Tenha um espelho por perto. De vez em quando olhe pra ele e perceba que cara é aquela. Triste, alegre, sisuda, aérea, depressiva, amarga, feliz, apaixonada.
Confira dentro de voce se o que voce está vendo bate com o que voce está sentindo.
Vai ver que nem sempre. É porque quase sempre estamos com a cara que os outros exigiram que apresentássemos e o que você está sentindo não pode ser mostrado.
Seria interessante que estivessemos sempre com a cara do QUE estamos sentindo.
Para isso teriamos que tirar da frente esses "sentimentos" automáticos instalados e
ligados.
Não dá pra achar aquele botão on/off para desliga-los.
O que dá pra fazer é um trabalho de recuperação da identidade sentimental por meio da Fisioterapia Dos Sentimentos que estou propondo.
Prática:
1- Pergunte-se
O que eu estou sentindo agora?
Não precisa responder com o nome do sentimento, basta sentir.
2- Pense numa pessoa e conecte com o sentimento que tem por ela por um minuto.
Não precisa pensar no nome do sentimento, basta sentir.
4- Escreva em papeizinhos os vários sentimentos que conhece, podem ser o que citei acima: Tristeza, alegria, sisudez, abrstração, depressão, amargura, felicidade, paixão de amor, raiva, ódio, etc.
Jogue os papeis com os nomes num recipiente e faça um sorteio. O que sair é a sua tarefa.
O bom exercício é aquele em que você faz, no mínimo quatro sentimentos diferentes.
O procedimento é igual ao descrito acima: Sentir, espelho, conferir, se não bate vai fazendo a cara até dar certo.
Você estará bom quando a cara sempre conferir com o sentimento.
Bons exercícios!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Auto estima
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
O amor interpessoal não é funcional.
No momento do golpe o amor começa a morrer. É como uma planta fora do habitat. Vai durar menos. Vai morrerndo aos poucos. O nosso "social" está baseado na guerra, na destrutividade mútua, estamos vivendo como praga e o amor é o contrário disso. Como a preservação da espécie é uma necessidade natural e o social é uma natureza artificial, o social pega o amor e regulamenta, restringe, normatiza e acaba sufocando até a morte prematura. O social é uma ambiente extremamente poluido, tóxico e mortal para o amor.
O momento do nascimento de grandes amores dá uma sensação falsa de invulnerabilidade
a tudo. "O amor pode mais". Isso acontece porque estamos o tempo todo vivendo na asfixia social, na tristeza, já inconsciente, do distanciamento da nossa propria natureza amorosa. Quando "tropeçamos" num amor imenso (supondo que tenhamos a coragem para vivê-lo)sentimo-nos numa outra esfera. Isso graças tambem às mudanças hormonais repentinas mas tambem por causa da constatação de que "o amor existe". É estarrecedor e indescritível de bom.
Pra quem nunca viveu isso é mais ou menos, e mal compararando, como ganhar muitos milhões na loteria e sentir-se muito mais saudável, vivo, potente, presente e inteiro 24h.
O que fazer com isso agora que aconteceu?
Enfrentar o mundo porque agora somos imbatíveis, fortes e onipotentes.
O erro está aí.
O amor não nos torna imbatíveis, nem tão fortes e nem muito menos onipotentes.
Seria o mesmo que alguem que ganhe U$200 milhões achar que vai comprar o mundo com isso. Falta de noção pura.
Essa dicotomia entre as trevas sociais em que vivemos e a luz em que o amor nos coloca, dá uma boa atordoada na consciência e, não raro, perdemos a noção.
Na medida em que expomos a planta do amor ao ambiente tóxico do social, o amor começa a morrer. Morte lenta...nem percebemos. Pra quem tem U$ 200 milhões o que é perder dois milhões em uma semana? Praticamente nada. Mas em dois anos acaba.
Por coincidência, Maria de Lourdes Borges em seu livro "Os Caminhos Filosóficos Do Amor" cita que alguns cientistas descobriram, através de pesquisa, que a troca hormonal da paixão e do amor sobrevive em torno de 18 meses a tres anos.
A planta, assim como o amor, tem seus próprios problemas de sobrevivência, independente de estar ou não em um meio tóxico. É preciso estar no ambiente adequado para viver bem.
A primeira coisa a fazer para preservar a sua "plantinha-do-amor" é não expor o par aos familiares e nem a certos amigos. Porque aí vem o lixo tóxico das relações que são a inveja, o controle, a destrutividade e às vezes a maldade mesmo. Numa sociedade de sufocados, ninguem se sente bem em ver alguem respirando livre e feliz. A felicidade amorosa é subversiva para o social. A melhor coisa é o SEGREDO. Custa caro, mas tudo tem seu preço. Você decide.
Dá pra ir ao cinema, dá pra ir jantar fora, dá pra viajar, dá pra passear mas...a dois, sempre.
Voce sentirá certamente um vazio....uma tristeza até, por não gritar para o mundo que está amando. É uma necessidade natural! Somos seres relacionais mas...a sociedade NÂO é natural. Faça uma poesia, pinte um quadro, cante, dançe ou grite para o ser amado esse grito de felicidade plena. Não é igual mas não poluirá o amor que está vivendo.
Socialmente o amor interpessoal não é funcional, não serve pra nada. Até atrapalha nas estratégias da guerra de cada dia.
Para a sua natureza o amor interpessoal é fundamental. É alimento básico. Mas precisa ser vivido em habitat saudável. Eu sugiro o segredo.
O SEGREDO DO AMOR É O SEGREDO
domingo, 25 de janeiro de 2009
O que é afeto?
afeto1
[Do lat. affectus, us.]
S. m.
1. Afeição por alguém; inclinação, simpatia, amizade, amor:
2. Objeto de afeição: 2
3. Psicol. O elemento básico da afetividade (2).
4. Psiq. Estado emocional ligado à realização de uma pulsão (2) que, reprimida, transforma-se em angústia ou leva a manifestação neurótica.
afeto2
[Do lat. affectu, part. de afficere, 'afetar'.]
Adj.
1. Afeiçoado, dedicado.
2. Partidário, sectário.
Num sentido mais amplo:
Simpatia, amizade e amor só são possíveis se exercidos com respeito, em relação digna, sincera, verdadeira, clara, baseada no grau de afinidade em cada momento (que é dinâmico), colaboracionista e com generosidade. Quanto maior o grau desses ingredientes, melhor a qualidade do exercíco do afeto e suas maravilhosas consequências, quanto menor for o grau, pior será a qualidade do exercício do afeto e suas terríveis consequências.
É importante estar atento para o "como" se exerce o afeto. Afeto a gente sente, ótimo. Mas o modo de exercitá-lo é DECISIVO para o sucesso ou insucesso das relações.
A começar para consigo próprio. A maneira como alguém se trata determina COMO tratará aos outros, e esta, como os outros a tratarão.
Somos seres essencialmente relacionais e afetuosos. O vetor "vida" depende da maneira construtiva como nos tratamos. Se alguem mata alguem TODOS nós perdemos. A relação perde. Se alguem cura alguém todos nós ganhamos. A relação ganha.
Não fomos feitos para a caça e nem muito menos para a guerra. Essas atividades demonstram o grau de doença em que estamos. Se, numa guerra, matamos vários inimigos, temos prazeres imediatos de descarga de ódio que é pode ser o fruto da vingança realizada ou da raiva. Se fazemos verdadeiramente as pazes com apenas um deles, num abraço reconciliador, temos o contentamento existencial, uma sensação de harmonia indescritível, porque sentimos que estamos exercendo a nossa vocação básica que é a da interatividade construtiva.
O afeto a todos e a tudo é o nosso estado natural.
Violência, ódio, raiva, sarcasmo, arrogância, ironia são sintomas de disturbios relacionais (a começar consigo mesmo)
Para ser digno na relação, o afetuoso não precisa devolver na mesma moeda se for atacado. Basta não seguir com a proximidade pessoal. Do meu livro de frases "Desafinidade não tem cura mas tem remédio, distância". Nada radical, porque as pessoas podem mudar e, se mudarem para melhor, é sempre bom conferir. Todos nós PRECISAMOS NOS RELACIONAR BEM: ESTA É A NOSSA VOCAÇÃO !!!. Se o distanciamento pessoal não for possível, então resta o distanciamento interno. Trate com dignidade porque VOCÊ é digno. Deixe somente para o outro a desdarmonia. Tarefa difícil essa, dificílima às vezes, quase impossível mas...de alguma forma você atraiu essa situação para você. Talvez para testar as suas convicções. Aproveite para fortalecê-las, aprender a harmonia no meio da desarmonia e, aí sim, você atrairá uma situação mais harmônica.
É bom lembrar sempre que, durante esse convívio desarmônico, você deixou no outro uma preciosa semente de harmonia e, um dia, creia, ela florecerá.
Afeto é o nosso estado natural e é tambem, consequentemente, o nosso principal sentimento "default de fábrica" e tambem é com afeto que nos relacionamos. O resto é doença.
Afeto é saúde.
Todo mundo quer básicamente uma coisa: Ser bem tratado.
Sendo assim, esmeremo-nos em tratar bem e cada vez melhor a nós próprios e aos outros porque, quase sempre, o mundo nos trata da forma como o tratamos.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Viva o surto !
Por bem ou por mal.
Por bem: amando e vivendo as paixões que aparecem.
Ou por mal: vivendo os diversos tipos de depressão que aparecem por não termos surtado...por bem.
sábado, 22 de novembro de 2008
Formulinha da felicidade amorosa
Homem: Vasectomia
Mulher: Esqueça o casamento (voluntário ou compulsório)
Homem: Esqueça o casamento (voluntário ou compulsório)
Mulher: Tire o fantasma da sua mãe do leito de amor (nada de platéia controladora invisível no sexo)
Homem: Tire os fantasmas dos amigos do leito de amor (nada de platéia controladora invisível no sexo)
Mulher: Não usar o afeto dele para outros fins
Homem: Não usar o afeto dela para outros fins
O afeto tem um fim em si mesmo
Mulher: Não dê sogra, nem cunhados, nem amigos agregados para o seu homem
Homem: Não dê sogra, nem cunhados, nem amigos agregados para a sua mulher
Parente, filhos e bicho de estimação(?) é que nem gazes: CADA UM QUE AGUENTE OS SEUS.
vide capítulo Do sequestro perpétuo à liberdade eterna
Lembrem: "O segredo do amor é o segredo"
Mulher: Nunca desabafe NO seu amor, apenas se desabafe COM ele.
Homem: Nunca desabafe NO seu amor, apenas se desabafe COM ela.
Mulher: Na hora da conta lembre do ditado: "Cada um paga a sua e a amizade continua"
Homem: Na hora da conta lembre do ditado: "Cada um paga a sua e a amizade continua"
Excessão a presentes previamente avisados pra não soar como manipulação.
Mulher: Tenha sempre a SUA casa onde só você mora
Homem: Tenha sempre a SUA casa onde só você mora
Assim vocês deixam espaço para que o afeto seja o único vínculo que os una.
O resto é armação, insconsciente ou consciente mesmo rsrs
Se você não consegue imaginar uma relação assim para você, procure
urgentemente um terapeuta.
Ou faça o que a maioria faz:
Case nos pradrões tradicionais, assim o afeto se derreterá no fogo
da inveja, da mesmice, do sufocamento existencial, da supressão sexual, etc
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Cultura do entretenimento
Tudo tem que ser sempre novo
Tudo tem que ser resumido e simplificado
Tudo tem que ser divertido, senão entedia
Tudo tem que dar IBOPE
Pra que?
Pra falar com quem?
Com crianças de até 7 anos?
Tudo bem
E quem mais?
Imbecis com mais de 7 anos
Nos transformamos num bando de idiotas MacDonaldizados
Transitamos do trabalho escravo para a senzala picadeiro.
Questionar? Existe isso? rsrs
Ah sim, podemos questionar qual será o entretenimento
a que vamos recorrer hoje. Só.
Já perdemos a capacidade de pensar em profundidade e
muito mais a de falar e principalmente de ouvir com profundidade...
Quem dentre nós "suporta" em nossa vã cretinice ouvir
uma sinfonia de Mozart do começo ao fim?
Tem informação afetiva útil lá.
Quem dentre nós "suporta" em nossa vã cretinice ler
uma obra de Shakespeare do começo ao fim?
Tem informação afetiva útil lá.
"Ah, na sinfonia de Mozart tem hora que é triste...baixa o astral e Shakespeare é muita tragédia"
Todo mundo é alegre e triste. E quando perde contato com uma dessas coisas, está doente.
Pensar a vida implica em tristeza e alegria, mas é mais fácil ir pro MacDonalds, lá é tudo alegre.
O mundo do descanso, que daria espaço à saudável reflexão e questionamento, foi invadido
pelo mundo do culto ao entretenimento, embotamento de consciência.
A indústria do entretenimento é poderosa. Roubou a plasticidade estética de todas as grandes obras de arte e seus recursos técnicos, extraiu o conteúdo questionador e transformou o que sobrou em leitmotiv das encenações propagandísticas da mídia (picadeiro do entretenimento)
A nossa ignorância conferiu poder a essa indústria.
Como é que você pode levar alguma consciência aos outros,
espalhar essa mensagem para que percebam que estão sendo manipulados?
Tempos atrás criei uma frase especial para isso:
"Não se doa consciência...adquire-se em vivência"
Que diferença então faz o meu texto se, quem precisa mesmo lê-lo não o lerá
porque estará vendo Faustão, Panico, CQC ou GNT?
Posso (?) criar uma outra indústria do entretenimento para fazer o trânsito
das pessoas para a consciência (o que seria manipulação, sempre infrutífera, pois
a consciência não vem de fora. De fora só vem a perturbação da consciência)
Ou eu deixo o texto aqui exposto para que, assim que o inconsciente de alguém que sentiu que quer mudar a encaminhe para cá e (inconscientemente, claro) use o texto como alavanca de insight.
Tenho visto que é assim que funcionamos.
Mas na versão boa é:
To show may reveal
domingo, 9 de novembro de 2008
Educação é o berço do afeto
Estou vendo gerações de crianças, adolescentes, jovens e até mesmo adultos sem o menor bom trato com os outros.
Estamos ficando iguais a símios avançados.
Faça o teste:
Se você usa as seguintes expressões na sua comunicação diária, dificilmente conseguirá algum progresso nas suas relações, mas console-se, você já não é um símio avançado:
"falou aí" ou "belê"
"foi mal hein"
"calma aí"
"belê?"
"belê"
Se você usa as seguintes expressões na sua comunicação diária, certamente conseguirá algum progresso nas suas relações mas prepare-se, você ainda terá que suportar muitos símios avançados:
Obrigado ao inves de "falou aí" ou "belê"
Desculpe ao invés de "foi mal hein"
Pois não ao inves de "calma aí"
Por favor ao inves de "belê?"
Por gentileza ao inves de "belê?"
Grato ao inves de "belê"
Agradecido ao inves de "belê"
Até o mundo dos negócios aplaude e privilegia os bem educados, que diria do mundo das relações pessoais: amigos, familiares, relações amorosas.
É bom não esquecer que:
É o modo como voce trata os outros que molda o modo como os outros te tratam.
Faça uma retrospectiva agora. Pense nos maus tratos que você tem recebido dos outros:
Falta de consideração, respeito, pontualidade, educação, amor, atenção, etc.
De duas uma:
Ou você está selecionando as pessoas por outros motivos que não a afinidade, ou é assim mesmo que você tem tratado os outros.
Boas mudanças...de pessoas e/ou de hábitos.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
O que a gente mais quer...
É a comunhão afetiva através de tudo isso.
Não é a comunhão de ideais ou de metas sociais.
É a comunhão afetiva apesar de tudo isso.
É viver o afeto possível com dignidade e, não viver, se não for possivel com dignidade.
Mas nunca viver DESafeto.
Toda relação, especialmente a afetiva, é uma via de duas mãos. O que vai TEM que vir. Se não vem não deve ir, senão fica indigno.
Se há um surto hormonal que te gruda à pessoa, viva O SURTO, nada mais. Se não houver reciprocidade, cai fora. É melhor perder a vivencia do delicioso surto hormonal do que a dignidade. Se você cair fora, você perde a vivência agora. Se você insistir, você perde a dignidade depois, e fica muito mais caro sempre.
Descubramos o afeto POSSÍVEL e vivamos SÓ o possível. Nada de inventar vínculos sociais para amarrar alguém. Nessa você está SE amarrando e não vê. Vai sofrer isso depois e, creia, sai mais caro, às vezes ficai pagável. Qual o tamanho do prejuízo de uma dignidade destruida?
Impagavelmente grande.
Afeto, afeto e só o afeto. Sem tratos nem contratos.
Rolou, viva. Não rolou, vai em frente.
Só porque você não vive um afeto há muito tempo não quer dizer que você não tenha afeto para trocar.
Talvez, e eu aposto nisso, você não esteja se gostando o suficiente para que alguem sinta o afeto EM você, disponível para ele.
Pratique o afeto por sí próprio.
Olhe o seu olhar no espelho e procure aquele ser muito afetuoso...até achar. Você acha. Tá aí...em você.
Achou? Mantenha. Só isso (tudo) vai fazer a sua "estrela" brilhar. É o tal do carisma.
Você em contato com a sua alegria interior, com o SEU afeto.
Eu me amo e, por isso mesmo, te amo TAMBEM.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Voce está preparado para o afeto?
Voce está preparado para o afeto? Voce conseguiu independencia economica, carro do ano,
casa própria, respeito profissional e social, mas se sente sozinho...cade o afeto?
Voce está preparado para o afeto? Com o instinto de caça até nas entranhas, chamando surto hormonal de amor, com a cara ridícula de quem tem pavor do ridículo e com atitude velada de predador...você não consegue o único alimento da alma. Que ridículo!
Voce está preparado para o afeto? Voce sabe olhar nos olhos e declarar seu sentimento? Você consegue rir de si mesmo e fazer os outros rirem de você?
Voce está preparado para o afeto? Você consegue gostar ou não gostar de alguém, independente do cargo social que ocupa ou do laço familiar que tem com ele?
Voce está preparado para o afeto? Quantos "eu gosto de você" e quantos "eu te amo" você não disse e, melhor ainda, não demonstrou físicamente?
Voce está preparado para o afeto? Quantos convívios destrutivos você atrai e/ou alimenta só pra justificar e manter o seu ódio pela humanidade?
Voce está preparado para o afeto? Voce é capaz de se ver gravado em vídeo e sentir amor pelo que vê?
Voce está preparado para o afeto? Você é capaz de olhar o seu olhar no espelho e reconhecer generosidade, bom humor, alegria e amor nos seus olhos?
Sabe porque você não consegue afeto?
Porque não aprendeu a SE dar afeto.
Se você quer afeto, é bom começar a treinar...com você mesmo.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Os 10 Mandamentos Do Chato
2 Desconte seu ódio, de maneira bem velada, nos outros
Daí o resto é fácil:
3 Perca o amigo mas não perca a piada, porque o bom mesmo é malhar os outros, ser gozador. O humorista que SE faz risível é coisa que precisa de humildade e, pra você, isso é igual a humilhação.
4 Sempre que quiser falar alguma coisa, fale sem prestar atenção na reação do outro com quem você está falando
5 Socialmente, fale sempre muito SÓ de você ou dos assuntos que TE interessem. Se for falar do outro, foque o assunto sempre nas limitações DELE, isso inclusive te dará uma sensação deliciosa de superioridade.
6 Não se preocupe se, ao fim da conversa, só você falou. O importante é você descarregar os seus conteudos
7 Use tudo o que o outro diz, CONTRA ele
8 Quando estiver a dois, fora do trabalho, fale ao celular à vontade, por longos minutos e nem perceba a cara de reticências do outro. Se estiver a dois em um restaurante e um conhecido sentar-se à mesa do lado, converse o tempo todo com ele igualmente ignorando o seu convidado.
9 Se alguem te der um bom conselho, que ele mesmo não ponha em prática, não deixe de jogar isso na cara dele: "Mas foi você quem me aconselhou isso, e você mesmo não faz"
10 Se o outro tem um problema, não esqueça de dar sempre a SUA solução e nunca pense se ela se aplica ao outro, afinal VOCÊ, como modelo matricial humano ideal, não só sempre sabe de tudo, inclusive dos outros, como também é a referência única no universo. Mas isso só no caso de você ter uma recaída e quiser ajudar DE FATO o outro
Se, um dia, você sentir que está sozinho e isso for doloroso, não é porque você é intolerante, egocêntrico, preconceituoso e arrogante, é esse mundo horroroso que não está à sua altura.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Dize-me com quem falas.... que te direi como estás
Com quem você fala?
Não, não me refiro às pessoas vivas com que você conversa ou discute diariamente. Me refiro à pessoa oculta atrás daquele solilóquio que praticamos diariamente. Àqueles fantasmas com quem quase todos nós conversamos em silêncio.
Solilóquio
[Do lat. soliloquiu.]
S. m.
1. Fala de alguém consigo mesmo; monólogo: &
2. Forma dramática ou literária do discurso em que a personagem extravasa de maneira ordenada e lógica os seus pensamentos e emoções em monólogos, sem dirigir-se especificamente a qualquer ouvinte.
[Cf. soliloquio, do v. soliloquiar.]
O termo solilóquio serve para você me entender, mas ainda não é exatamente a um solilóquio que me refiro, porque no solilóquio você fala com ninguém, apenas se expressa, ao menos é isso o que o dicionário diz.
Essa conversa a que me refiro tem interlocutor(es). São aqueles "fantasmas" com quem conferimos, revisamos, afirmamos, negamos, discutimos nossas idéias, posturas e decisões.
Então, pare um pouco e lembre quem são e como são eles.
Está pronto para ouvir?
Então lá vai:
São eles que FAZEM a sua cabeça.
O que você tem de problema comportamental, filosófico, conflito pessoal, etc. é GERADO pela autoridade que você confere a esses "fantasmas". Eles podem ser os mantenedores do céu, do purgatório ou do inferno em que você vive.
Cada "pessoinha" dessas é composta de, no mínimo, 8 componentes:
1 Pessoas mesmo que existem e que "fazem" a sua cabeça
2 Suas culpas
3 Seus medos
4 Suas raivas
5 Suas invejas
5 Suas necessidades vitais
6 Suas vaidades
7 Seus orgulhos
8 Sua arrogância
Daí você cria seus diversos "fantasmas".
Tudo isso porque, em algum momento, decidimos não seguir o "coração".
Agora que a mistureba já tá feita, fica difícil sabem quem é quem....
Se me permitem uma sugestão:
Uma combinação de meditação, alongamento e terapia corporal ajuda bastante.
Os clientes, que atendi, que praticam meditação e alongamento, tem bons resultados.
Só a primeira parte da meditação que é a paralização da mente ativa, já serve bem para anular os "fantasmas" através do desprezo. (Quando ninguém dá trela pra eles, eles vão embora rs)
Com o alongamento "desinstalamos", "desalojamos" os comandos e efeitos que eles deixam na musculatura. É uma verdadeira faxina.
Na terapia corporal o olho atendo do terapeuta alerta para certos pontos que possam ter escapado da faxina.
Com essas três práticas não dá pra esconder sujeira debaixo do tapete.
Ou você limpa ou convive com ela até conseguir eliminar.
A gente confere que está bem quando não precisa falar com nenhum "fantasma" e está em paz.
Viciados em sofrer
Psicólogo alerta para a co-dependência, o mal das pessoas que só sabem viver relacionamentos doentios
Pense duas vezes antes de seguir os conselhos daquele amigo que fica mais próximo quando você está mal. Fique atento quando deitar no divã daquele analista que não faz cerimônia e diz como você deve agir. Seja menos condescendente com sua mãe, sempre pronta a fazer sacrifícios voluntários por você. Cartão vermelho para o marido que realiza todos os desejos da mulher, antes mesmo que ela os tenha. Esses comportamentos, que nos parecem tão familiares e generosos, podem ser exemplares de um dos males menos divulgados de nossa sociedade, fonte de grande sofrimento para uma parcela considerável da população - a co-dependência. O termo, pouco conhecido, define a síndrome das pessoas que só sabem estabelecer relacionamentos baseados em problemas.
O que é um co-dependente?
Vicente Parizi -
É a pessoa que desenvolve relações baseadas em problemas. São relações pouco saudáveis, em todas as esferas. O foco está sempre no outro e o vínculo não é o amor ou a amizade, mas a doença, o poder, o controle. No fundo, o co-dependente acredita que pode mudar os outros e seus relacionamentos são criados não com a perspectiva de respeitar as pessoas, mas de ensinar o que acredita ser melhor para elas. O co-dependente é motivado pelo desejo de transformar o outro - e mandar nele.
ÉPOCA - Como identificar um co-dependente?
Parizi - É alguém controlador, exigente consigo mesmo e com os outros, com baixa auto-estima, minucioso, rígido, com dificuldade de perdoar e compreender, muito crítico mas refratário a críticas.
ÉPOCA - Há cura?
Parizi - Sim, porque é uma síndrome emocional, diferente do vício em drogas, em que geralmente há uma dependência física. No entanto, as pessoas só admitem a doença quando a vida fica inadministrável.
(Vicente Parizi) Psicólogo.
Manutenção
A natureza não precisa de manutenção.
A obra humana não tem nada de harmônica com a natureza e é invariavelmente predatória.
Um pouco mais, um pouco menos mas é sempre destrutiva.
Se a relação entre os homens fosse harmônica, daria até pra deduzir que não somos deste planeta, fomos "implantados" aqui ou coisa assim. Mas não é. Como já disse em outro capítulo, estamos agindo como uma praga. Até aí tudo bem. Praga é praga e acabou. Se destroi e tchau.
Mas o que me intriga, e provavelmente ao leitor tambem, é que PARECE que nós temos a opção de fazer diferente.
Individualmente conseguimos um sofisticadíssimo nível de pensamento a respeito de nós mesmos e do coletivo. Daí parecer ser possível.
Coletivamente, na soma algébrica, a qualidade do nosso pensamento é quase nula. Daí parecer ser impossível.
Probabilidades à parte, seria preciso apenas agir de acordo com a consciência e que esta fosse coletiva e sem interferencias humanas destrutivas...Todo mundo pensando e agindo quase igual.
Se olharmos pelo retrovisor da história isso é quase uma piada. Se observarmos o momento presente (2008) a idéia tem cara de impossível. Se olharmos para o futuro, aí até pode ser...porque o futuro não existe. O passado não existe MAIS. O futuro AINDA não existe.
A única coisa que existe mesmo é o agora, que não dá pra avaliar porque, a cada instante...já passou. O que existe é a atitude, a ação...até pra fazer nada. Como é que muda a ação?
Não é pensando em mudar, é agindo, do jeito percebido como melhor.
Aí está o problema: O que temos considerado como "jeito percebido como melhor" está com defeito de paralização da percepção. Como conserta a percepção? Com uma "ficha" que cai, um insight. Ninguem controla isso, nem de fora, nem de dentro. Como é que alguem para de fumar? Parando. Caiu a "ficha". Se parou sem "ficha", vai voltar a fumar.
O insight acontece, até onde eu sei, por uma combinação de estímulos internos e externos.
A consciência se abre para uma percepção. Isso não tem volta. Daí o que a pessoa vai fazer com a percepção, é uma outra história.
Uma paisagem pode ajudar a provocar um insight, uma criança rindo, um tropeção na rua ou na vida, uma pessoa falando.
O melhor e mais profundo insight é o causado por uma pessoa FAZENDO. O melhor mestre é o exemplo desde que o discípulo queira o aprendizado, é óbvio. Mas é mais de meio caminho andado porque o cérebro é basicamente imitativo.
Ora, se o leitor concorda que precisamos chegar à harmonia com a natureza, então o negócio fazer diferente a cada instante. Passar a abrir mão de tudo que precise de manutenção. Cada um dentro do seu possível, mas fazer e falar que está fazendo e porque está fazendo. Só NÓS podemos mudar o que NÓS temos feito. Vai custar caro, muuuuuuuito caro, mas é o único jeito. Sem líderes, sem chefes, sem regras, sem cobranças, sem controles... Apenas fazer e torcer para ser imitado.
Creio que seriam necessárias umas 10 gerações de pessoas convictas se desfazendo de tudo o que necessita de manutenção para que nos harmonizássemos com a natureza ( a NOSSA e a do PLANETA que, no fundo, são a mesma coisa)
Em nome da manutenção harmônica e saudável da nossa espécie aqui no planeta, temos que abrir mão de tudo que fazemos que necessite de manutenção.
Em harmonia com a natureza, tudo o que importa está mantido.
Ceticismo ou credulidade?
Isso pelo fato de que tudo é dinamicamente orgânico (fato este também usado pelos fisico-quantistas de araque para aplicarem golpes falaciosos) e assim sendo tudo é possível.
O que eu vejo como problemático está em algumas determinadas posturas ante esse fato:
O crédulo larga mão de coisas importantes no aqui-agora já que tudo é dinamico, pendendo assim para um comportamento excessivamente desorganizado, com prejuízos para sí próprio.
O cético, ao se recusar a viver certos improváveis, se priva de uma criatividade menos cartesiana, o que torna a vida mais previsível e...mais chata, mais limitada.
Muitas vezes o cético tem medo de ser enganado porque ÊLE engana os outros.
O crédulo quase não tem esse medo, é mais ingênuo porque vive a vida dessa forma (desatenção irresponsável) e acredita que os outros são iguais.
Quando um cético encontra um crédulo, costuma sair negócio rentável para o primeiro e prejuízo moral, e as vezes material tambem, para o segundo.
Business do tipo seita filosófica, religião, jogo de azar, etc.
Independentemente dessas posições em que você eventualmente se encontre, o legal é ser dignamente generoso, já que somos nós quem determinamos o nosso caminho através das coisas que fazemos.
O dignamente generoso não engana e nem SE engana já que está atento para a reciprocidade em cada momento de cada relação e, por isso, dificilmente será enganado por outrem.
No começo essa atenção pode cansar um pouco mas depois fica fácil.
Ceticismo ou credulidade?
Generosidade digna e atenta.
Como eu sou?
Quando alguem se vê no vídeo ou ouve sua própria voz gravada, leva um choque. Esse choque acontece porque nós fazemos as caras e cantamos as palavras do jeito que OS OUTROS exigem que façamos. Essa exigência não é explicita em palavras (como todas as piores censuras que sofremos e exercemos) mas NA CARA que o outro faz quando falamos.
Ao longo da vida, essas caras exigentes vão CONFORMANDO a nossa cara e a forma como cantamos as palavras. Só que a gente não percebe isso, a gente vai se conformando com esse conflito entre O que somos (pra dentro) e o COMO somos (pra fora) e paramos de percebê-lo.
SOME-SE A ISSO......
Um detalhe importante é que essa exigencia externa em relação à forma como somos (e obvia não aceitação da nossa forma "original") joga a nossa auto estima pra baixo...muuuuuito pra baixo. A gente questiona mesmo se valemos, "em estado original", alguma coisa para os outros e acabamos fechando com a idéia de que não valemos.
Daí criamos um personagem "aceitável" o máximo possível.
PROBLEMA...
Por mais bem elaborado que seja esse personagem, ele nunca é como achamos que está aparentando porque, constantemente, está alí no nosso exercício, também a NOSSA pessoa.
A palavra pessoa vem de persona...per-sona...soa através..."soa EU". Mas aí, se eu crio uma persona socialmente conveniente pra disfarçar a MINHA persona, pra oculta-la, nega-la, isso dá problema.
Sufoca o original e, sufocado, o original tem, cada vez menos, energia para fazer o personagem social, que vai ficando uma mentira cada vez mais descarada e, do outro lado, o de dentro, uma pessoa cada vez mais fraca. É o pavor disso ficar aparente que gera a TIMIDEZ. "Vão descobrir que eu sou uma farsa".
Daí um belo dia, numa festa, num evento, alguem grava a nossa imagem e, quando vemos, é um desastre, um choque mesmo. O comentário: "Que horrível!!!!" esconde o desespero: "Eu não consigo disfarçar, que péssimo fingidor eu sou!!!!"
Depois de uns anos de salada de persona a gente fica perdido, cansado, confuso e vem a pergunta: "Como eu sou MESMO, o original?"
A resposta está dentro, diria um Gurú (com toda a razão). Mas dentro, para esse estado de confusão, às vezes é uma sala caótica, com tudo revirado e bagunçado.
É claro que meditação ajuda sempre, é pura saúde.
Se, depois da meditação, a percepção da persona verdadeira ainda for difícil, o melhor é focar no sentimento.
Como assim?
Se você sente admiração por uma determinada forma de uma pessoa falar, esse é o SEU jeito de falar.
Se você sente alegria ou qualquer outro sentimento agradável ao ouvir uma música, esse é o SEU gosto musical.
Se você gosta da maneira como uma pessoa se veste, esse é o SEU estilo...
...e assim por diante, sempre adaptando tudo ao SEU jeito que é único.
Não se trata de imitar comportamento ou de criar outra personalidade, mas de descobrir a sua através do que te dá prazer independente do que as pessoas esperam de você.
Como eu sou?
Eu sou do jeito daquilo de que eu gosto.
Quando a sala da personalidade estiver bagunçada, essa é a referencia.
Aquilo de que você gosta.
Faça o teste: Ligue a televisão e assista por uns minutos SEM ÁUDIO. Vai mudando de canal. Pare naqueles em que há uma pessoa falando e que você sinta essa pessoa como cativante, agradável. Daí aumente o volume. Sentiu?
É isso, a gente gosta de quem é "de verdade".
O seu jeito é o seu, gostem ou não. Se for verdadeiro, algumas pessoas vão gostar e muito.
A melhor máscara para ser aceito é...nenhuma.
...e pra saúde tambem.
Generosidade
O dia em que o maior egoista perceber o quão bem faz para si a generosidade, ele se tornará o mais generoso dos seres. E, breve, deixará o impulso egoista porque será contaminado pelo prazer da generosidade.
É a generosidade que nos dará o maior tezouro de todos os tempos: a liberdade cúmplice.
Desprendimento, desapego e entrega não são meras palavras, são o segredo do cadeado desse baú soterrado pelo orgulho, submerso no mar das vaidades, tempestuoso pelos ventos do medo.
Dentro dele está a felicidade pela liberdade comungada.
Generosidade...lembrem disso no próximo confronto.
Paz
generoso2
(ô). [Do lat. generosu.]
Adj.
1. Que gosta de dar; pródigo.
2. Que perdoa com facilidade.
3. Nobre, leal, valente.
4. Que revela generosidade, nobreza, liberalidade; próprio de quem é generoso: 2
5. Diz-se da terra fértil.
6. Diz-se do cavalo brioso.
~ V. vinho --.
do Lat. generosu
adj., nobre, de boa raça;
ilustre;
que tem sentimentos elevados;
que procede com carácter;
magnânimo;
liberal, franco;
forte;
da melhor qualidade, espirituoso.
O carteiro não é a carta !!!!!!!!!!!!
Alguém vê algo no outro e aconselha. O aconselhado segue se quiser. Qualquer que seja a escolha ela não o torna nem menos nem mais que o conselheiro.
Qualquer um tem um bom conselho para nos dar.
Imaginemos um bêbado na sargeta nos dizendo: "Uma pinguinha não faz mal".
Considerando que se trata de um alcoólatra, é patético, parece indigno de confiança.
Mas....
É verdade !!! Uma pinguinha não faz mal MESMO. Uma. Umazinha.
Mas não é isso que entendemos quando sai da boca de um alcoólatra na sargeta porque agregamos, POR NOSSA CONTA, que da boca de um desequilibrado não sai coisa boa....
rsrsrsr ai ai...me diverte essa pobreza.
Se fosse assim eu mesmo não teria aprendido nada, NADA na minha vida. Teria julgado meus professores preconceituosamente e permanecido numa ignorância que me privaria de muita coisa boa que vivo, graças a alguns conhecimentos que adquiri com eles. Muitas vezes a duras penas.
todo mundo é desequilibrado, contraditório, mentiroso, mesquinho, ladrão de energia, interesseiro, arrogante, predador, etc etc etc
Conhecimento custa. Raros são os que não cobram e não estou falando de dinheiro.
Pode custar a humilhação de um professor arrogante, pode custar a tristeza de ver um professor definhar porque não faz o que fala, pode custar o mau trato pelo preconceito do professor, pode custar a energia que vai pelo ralo por causa da inveja do professor ou do aluno e tudo isso vale tambem do aluno para o professor.
Sugiro humildemente que, ao entregar a próxima carta, você não a atire na cara do destinatário simplesmente por que ele não é do jeito que voce queria que ele fosse. Simplesmente entregue. Não cobre nenhuma reação e não se sinta infeliz por ele não fazer o que diz a carta. Cada um tem seu tempo e seu momento. Não acelere o rio, você pode causar um tsuname e afogar o seu destinatário. Você não é O Deus, você é Deus. (Deus substantivo é ego manipulador ansioso. Deus verbo é acontecer...)
Finalmente sugiro, tambem humildemente que, ao receber a próxima carta, não se decepcione se o carteiro não for o que diz a carta. Ele é SÓ um mensageiro. Agradeça por ele te-la trazido até você e pronto. E quanto ao conteúdo da carta, faça o que o seu coração indicar...
...mas mantenhamos a correspondência...em todos os sentidos.
Deus castiga?
Essa percepção ainda está praticamente só no inconsciente, coletivo e individual. O fato é que a humanidade é como um corpo composto de indivíduos necessariamente relacionais. Essa relação tem sua ética e decorrente moral determinadas pela natureza. Lembrando que ética é aquilo que qualquer coletividade decide COMO exercer a trilogia: 1 Eu devo 2 Eu posso 3 Eu quero.
Quando um individuo ou grupo age de forma destrutiva em relação ao todo, à coletividade, ele gera, automáticamente, um débito. Mesmo que a civilização à qual ele pertença aprove esse ato a sua natureza entende certo e registra como erro. Esse débito é "carimbado" no seu inconsciente e lá fica. Vem para o consciente sob a forma de culpa que fica estampada na cara e no corpo todo. Permeia todas as formas de expressão. Entorta o individuo. Ele passa a carregar a terrivel sensação (consciente ou não) de marginal de sua própria nartureza. Sensação de indignidade e baixa auto-estima são decorrencias naturais.
Desde que nascemos, esse código de ética da natureza já faz parte de nós. A natureza tem suas próprias leis e nós, obviamente, fazemos parte dela.
MAS...
...como os códigos de ética das civilizações humanas são, muitas vezes, contrários aos da natureza, vivemos em conflito permanente. De diversas maneiras e em diversas nuances, para acertarmos com a civilização precisamos errar com a natureza e para acertarmos com a natureza precisamos errar com a civilização.
Na incessante dinâmica do cotidiano somos colocados diante desta questão o tempo todo. Se optarmos por uma vida consciente, temos que decidir rápido que caminho seguir a cada segundo.
Como isso se torna muito cansativo e estressante ligamos o piloto automático que, em caso de dúvida, decide por nós sempre a favor da civilização.
Assim a quantidade de débitos (culpas) registrados acaba ficando imensamente incontavel e praticamente impagável.
A civilização pune publica e imediatamente o erro, de forma clara e conhecida. A natureza tambem, só que, como fingimos não ver o erro e contamos com o apoio da civilização para contrariar a natureza, o errado fica parecendo certo, e, às vezes, até mesmo natural.
"Ah, é da natureza humana". Erro é erro e, por incrível que possa parecer, a natureza é implacável no "alerta" que faz. Se a nossa reação não for a de corrigir o erro, através da "nossa" natureza, NÓS MESMOS NOS PUNIMOS. Como? Primeiro que nem parece punição, é um mal estar, um desânimo, uma dor de cabeça periódica, uma doença qualquer, física, mental e/ou emocional.
É precisamente aí que entram os negociantes trapaceiros dessas dividas aparentemente impagáveis.
Eles criam a ideia de um ser que está acima da humanidade, portanto tem poder e autoridade, que criou tudo isso, dão a ele o nome de Deus, criam um clube e prometem que se voce frequentá-lo e compactuar com a ética proposta por eles estárá RE-ligado ao criador. Como a vítima já carrega a sensação de culpa, eles se arrogam o poder de anulá-las se o sujeito aceitar e viver conforme as regras. Em troca dão uma falsa sensação de dignidade e uma falsa sensação de estar perdoado. Todo mundo sabe, bem no fundo, que não é assim, mas como não ve outra saida...aceita. É mais confortável fingir pra si mesmo que se está perdoado do que encarar o erro e tentar corrigi-lo a cada segundo. Dá um TRABALHO!!!
É a nossa natureza que nos faz sentir mal quando erramos. É o único jeito que ela tem de alertar o espécime ou grupo no sentido de manter a harmonia DELA (NOSSA). Ninguem pode desculpar ninguem. Cada um SE corrige.
A sabedoria está em NÃO SE IDENTIFICAR COM O ERRO. Pronto, resolvido. O erro é uma etapa natural do aprendizado, bola pra frente rumo à correção, à harmonia.
A perfeição da dinâmica da natureza inclui uma dose saudável da chamada MARGEM DE ERRO.
A natureza gera espécies. Elas tem um tempo de duração e, naturalmente, se extinguem.
É assim que funciona.
Esta é harmonia, fica, está em desarmonia, some.
Deus castiga?
Quem é Deus?
Deus é a harmonia?
Desarmonia é fruto do erro.
Harmonia é fruto do acerto.
Harmonia castiga?
Deus não castiga, nós nos castigamos.
O que nós chamamos de castigo é apenas um alarme da natureza para que a gente perceba e corrija um erro, uma desarmonia.
Verdade ou mentira?
Essa engrenagem funciona a partir do controle despótico (declarado ou anônimo) sobre a forma com que nos comunicamos, sobre a forma com que ganhamos a vida (sobrevivência) e sobre a forma com que exercemos a nossa sexualidade.
Simplificando
Há um tripé que mantem a vida possível em civilização:
1 Sexo controlado pela ética e decorrente moralidade
2 Voracidade financeira para se obter a sobrevivência (isso é causado pelo poder, é a principal ferramenta da sua manutenção)
3 Hipocrisia, que é um requinte da mentira. É graças a possibilidade da mentira que o poder, na civilização, é conquistado e mantido. Se a mentira não fosse possível entre nós (se nós todos lêssemos as mentes de todos) quem determinaria o poder seriam unicamente os parâmetros da natureza.
Mais ou menos parecido com o restante dos seres vivos do planeta.
As pessoas que estão no poder estabelecem uma ética e um código moral para refrear o povo e mante-lo cativo atraves de leis, punições, religiões, etc. Como essa ética e moral são desumanas, as pessoas do poder não as obedecem, mas criam a personalidade de fachada, hipocrisia.
O povo, que por sua vez não é bobo (só é covarde), sabe muito bem disso e aprende a mentir para não ser pego e policiar quem é pego (fofoca).
A mentira, muitas vezes, nos livra da punição que sofremos por agirmos humanamente.
Acusar mentirosos muitas vezes nos faz bem aos olhos dos outros, é uma forma de sermos mais bem aceitos ou menos rejeitados socialmente.
Qualquer pessoa ou instituição que, de alguma forma, controle a sua sexualidade, não é boa. É mero exercício de poder.
Qualquer pessoa ou instituição que, de alguma forma, limite ou o impeça de trabalhar e que, com esse trabalho, você possa ter uma vida digna, não é boa. É mero exercício de poder.
Qualquer pessoa ou instituição que, de alguma forma, te obrigue a mentir para que você possa se exercer como ser humano, não é boa. É mero exercício de poder.
Chegamos ao ponto.
O poder de uns sobre os outros é o nosso grande mal, é o que nos faz agir como praga no planeta.
Nós nos destruimos a nós próprios, ao nosso semelhante e ao meio em que vivemos. Isso é praga (consulte um biólogo).
E esse poder só existe graças à possibilidade da mentira.
Sem mentira seriamos obrigados a nos comportar como os demais seres do planeta.
Uma organização determinada pela natureza, com poder sim, mas não o elaborado pela mente.
Como a procriação é determinada entre muitos dos animais?
A fêmea escolhe o melhor macho do bando para dar seqüência à espécie.
Quando isso não está muito claro, os machos brigam e quem vence procria, sem traumas, "no hard-feelings".
Cada um tem a sua função no bando a cada momento.
Já na espécie humana, o macho derrotado vai fazer um lobby politico com outros espécimes para se vingar do macho vencedor, obviamente tendo a mentira como principal ferramenta, e daí vai....e daí veio...até hoje.
A mentira serve à principal perversão da espécie humana: o poder forjado.
A verdade usada coletivamente derrubaria esse poder, usada individualmente derruba o verdadeiro.
Juro que eu to falando a verdade.
A verdade sempre vem à tona, mesmo que ninguém descubra. Às vezes sob a forma de doença, as vezes sob a forma de um desencontro, de uma tristeza, de um desamor, de uma "des" qualquer coisa...
A verdade é a nossa vocação humana, a de exercermos uma relação aberta e franca.
O caminho da saúde:
Dentre todas disponíveis na civilização, qual é a forma de relação mais livre e onde você pode ficar mais à vontade para abrir seu coração com a quase certeza de que tudo o que você disser nunca será usado contra você?
A amizade.
Sabe porque?
Porque numa amizade verdadeira não há interesse além do exercicio do afeto gerado pela afinidade.
Numa amizade você tem sempre a liberdade de se aproximar ou de se afastar, porque está ali por opção, não por contrato ou pacto. A verdadeira amizade não cobra nada, a colaboração é mútua e expontânea.
Quantas verdadeiras amizades você conhece? Quantas já teve? Se teve ainda tem, porque se é amizade verdadeira não acaba nunca.
Quer estragar uma amizade ou impedir o seu exercício?
É só conviver com o seu amigo no meio de amigos falsos (hipócritas que usam o formato da amizade por puro interesse) Daí vem os filhotes: inveja, fofoca, intriga, etc.
O segredo da amizade é o segredo.
Aí ela fica isenta de agentes poluentes.
Quer viver um amor plenamente, integralmente e com toda entrega e dentro da civilização?
Viva o amor como se fosse uma amizade. Sem interesses velados e em segredo.
Aí dá aquela vontade de sair gritando para o universo que você está vivendo a coisa mais linda que existe: expresse esse grito com o seu amor, não publique, senão o poder forjado te esmaga sem dó.
Não esqueça de que o poder quer todo mundo infeliz, para que ele te venda bem caro os simbolos da felicidade.
Felicidade é uma afronta para o poder instalado nos cidadãos. A reação é violenta e destrutiva.
Como é que voce vai conviver com os civilizados, vivendo uma amizade ou um amor infinitos?
Simples: Use a linguagem imposta pela civilização.
continue omitindo e mentindo...
...e continue sendo feliz, o quanto possível.
só que sem culpa.
A Profecia
E quem não tem alguma sensibilidade, nem disso sente.
Houve um sábio oriental que disse: "Você conhece um povo pela sua música".
Leitor, me acompanhe nesse pequeno flash back.
No fim do sec 19 Carlos Gomes (compositor brasileiro de música erudita) premiava esta senzala chamada Brasil com a sua música inspirada em Verdi (compositor italiano de música erudita)
Pouco depois, na primeira metade do sec 20, Villa Lobos (compositor brasileiro de música erudita) nos encantava com suas releituras de Procofiev, Stravinsky, Debussy entre outros.
Nessas mesmas épocas Chiquinha Gonzaga surpreendia com a sua brilhante obra original, praticamente definindo o formato da canção popular brasileira.
Ernesto Júlio de Nazareth, 1863 a 1934, derretia corações com suas brilhantes releituras de Chopin (compositor polonês de música erudita)
No meio do sec 20, com a expansão da cultura pop (que nasceu com Johan Strauss, mais específicamente com a valsa de salão em 1860 aproximadamente) a escola de samba no carnaval, os cantores populares, astros como Orlando Silva, Nelson Gonçalves, e tantos outros, espalhavam poesia e lirismo pelo rádio e faziam multidões de admiradores.
Na década de 60, a Jovem Guarda,o Tropicalismo e os imitadores de astros internacionais trouxeram a consagração da baixa qualidade na produção de conteúdo da cultura pop. Teve uma onda de revoluções politicas patrocinadas nessa época, não só aqui mas em muitos lugares terceiros do mundo.
Era importante que o povo emburrecesse.
Decada de 70 Disco Music, muita pluma, muito paetê e muita qualidade tecnológica na produção ajudavam a esconder a infantilização (melhor seria dizer a debilitação e o retardamento) do pensamento. Houve aí a consagração do brega (que eu entendo como disfunção cultural)
Na decada de 80, Sertanojo, Pagodejo e Lambada prometiam uma década de 90 nivelada por baixo. A Disco Music evolui para a Dance Music. O afeto começava a sair das peças musicais e da cultura pop, as músicas se tornavam cada vez mais jingles publicitários que vendiam o comportamento humano desejado pelo poder.
Na decada de 90 o Tchan foi o carro chefe desse imenso tsunami de detrito cultural. O povo comia dejeto e arrotava esperança no sucesso pessoal imediato.
Em 2000 o Funk carioca (que é uma degeneração musical que vem acontecendo desde a decada de 70, pois Funk mesmo é uma música pop de muita qualidade produzida na decada de 70 pelos negros americanos, tendo em Steve Wonder um de seus ícones)
se tornava o berço de inóquos protestos sociais (Gabriel o Pensador que repetia Chico Buarque, que, por sua vez, calou seus protestos quando viu que o projeto de imbecilização global tinha dado certo já nos anos 80 quando houve a abertura política, o povo não tinha mais capacidade intelectual de ação como tinha na decada de 60).
O povo ouve e dança pra descarregar a raiva, esquecer a impotência social e confraternizar numa suruba sexual sem afeto.
Obrigado leitor por me acompanhar nesse trágico e suscinto demais, flash back.
Sei que cometi omissões graves mas a idéia não é fazer um tratado, apenas uma rápida revisão crítica.
Voltando.
Não precisa ser vidente, paranormal e nem ter bola de cristal. É quase óbvio. Se nós não fizermos nada:
Em breve, todas as produções da cultura pop se assemelharão aos episódios de:
Dipsy (o teletubbie verde),
Laa-Laa (o teletubbie amarelo)
e Po (o telettubie vermelho).
.................grandes consumidores de: McDonald's, Fords, Shells, Coca-colas, Bradescos, cigarros, Sonys, Motorolas, Microsofts, American Airlines, cocainas, whiskies, Telefônicas, Nikes, Nestlés, etc. etc. e tal.
A cada dia que passa a reverssão desse processo se mostra mais inviável.
O que me consola é que a praga que nós temos sido não destruirá o planeta.
Faremos isso bem antes com nós mesmos...
...se nada for feito por nós em contrário.
Oração ao perdão
Seria trágico se não houvesse saída, mas é só catastrófico por que temos a opção de não atuarmos desta forma, como praga.
Nós podemos parar de imitar cretinamente a natureza e despertarmos a NOSSA natureza harmoniosa e então interagirmos com a natureza do planeta. Percebermos que somos uma RELAÇÃO, entre humanos, entre tudo que é animado e inanimado...com tudo.
Tem que deixar de ser guerreiro, tem que deixar de ser caçador, tem que deixar de escravizar, tem que deixar de competir, tem que deixar de pensar em liderança e liderado, tem que deixar a NOSSA natureza atuar.
A gente só vai conhecer essa natureza depois que conseguirmos o perdão a nós mesmos.
É simples e meio inacreditável...por que parece simplista.
Ninguém melhor do que você, ninguém com mais crédito para você do que você mesmo.
Portanto PERDOE-SE.
Repita infinitas vezes que você se perdoa acreditando ser possível o perdão, porque É!!!
A culpa é apenas uma idéia que está aí te destruindo, reforçada pelos poderes, pelas igrejas e pela mídia. Você já não é o mesmo que cometeu o erro, assim, essa culpa é injusta, assim como a auto-punição a que você está se submentendo.
Repita infinitas vezes, verbal ou mentalmente:
EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO. EU ESTOU PERDOADO...
Há milhares de anos a gente carrega essa culpa "genética". Está no sangue, na memória "cromossômica", no "DNA", mas isso não quer dizer que a gente não possa mudar. Tem cura.
Nos pontos em que você conseguir o auto-perdão você vai ver o alívio que vai sentir. Ficará mais difícil compactuar com uma nova atitude ou ato destrutivo. Você vai sentir desafinidade com esses atos, pensamentos e ideias.
Lembre que a humanidade não é assim destrutiva no "automático", tem siso assim por idiotice...(id-ota atende ao impulso do id irrefletidamente). A gente já tem condição de mexer nisso, e pra melhor.
Acredito em solução caso a caso, individuo por individuo....aí a coisa rola pela consciência e não pelo condicionamento.
O desavisado diria: "Mas não é isso que você está sugerindo que a gente faça? Condicionar a mente ao auto-perdão????"
Não, não é isso. É reverter o registro. Se você se perdoa pelo condicionamento, não houve consciência nesse processo e , por isso, vai continuar errando e vai criar mais culpa.
Mas se você apagar o registro de culpa, não "consegue" errar mais.
Por isso é uma oração mental ou verbal: EU ESTOU PERDOADO e não alguém falando que você está auto-perdoado.
Repita, repita,repita e repita....
EU ESTOU PERDOADO.
Só assim seremos capazes de perdoar os outros.
Mas isso é um outro capítulo.
Do sequestro perpétuo à liberdade eterna
Solidão...só padece de solidão quem não tem a tal da satisfatória vida interior. Se nós não tivermos uma boa vida interior vamos sentir a solidão que permanece mesmo quando estivermos no meio de amigos, de parentes, quando estivermos no ambiente de trabalho, ainda que amemos nossa atividade profissional. Todo mundo conhece essa sensação. Quanto mais distante estivermos de nós mesmos, mais solidão sentiremos, mesmo acompanhados.
O problema é não fazermos o que gostamos, do jeito que gostamos, com a auto-aprovação que precisamos para sermos felizes...
Quando dependemos da aprovação de alguém, ainda que inconscientemente, para fazermos o que amamos, e essa aprovação não acontece de forma satisfatória, nasce a mágoa pelo desprezo. Nascente do rio da solidão que forma os afluentes da baixa auto-estima, da sensação de indignidade, da sensação de não ser considerado, da sensação de isolamento afetivo e físico por consequência...além de outros terríveis afluentes.
O contrário é saúde: Quando não dependemos da aprovação de ninguém, ainda que inconscientemente, para fazermos o que amamos, não há mágoa nem sensação de desprezo, há sensação de plenitude, nascente do rio da completude que forma os afluentes da alta auto-estima, da sensação de dignidade, da sensação de ser considerado, sensação de estar afetivamente bem acompanhado pelo todo do qual fazemos parte.
Não depender da aprovação não é "não estar nem aí com os outros". É estar em contacto amoroso com o todo, incluindo cada ser, mas sem depender da aprovação deste ou daquele. Ouvir cada um é sempre muito importante, estamos em aprendizado constante, mas depender da opinião de alguém é doença, seja de quem for...
Se considerarmos o fato óbvio de que estamos vivendo uma dupla perversão: a caça e a guerra instaladas na nossa cultura, transformando-nos em praga do planeta, o primeiro sintoma dessa condição, no indivíduo, é o da solidão, principalmente afetiva.
Outro fator determinante para a sensação de dependência da aprovação alheia e consequente solidão é a submissão aos valores impostos pela midia, e ninguém, mas ninguém mesmo escapa disso. Por mais vacinado que acredite estar, por mais cabeça feita que se ache, não tem jeito. São valores coletivos impostos e marcados a ferro e fogo no consciente e inconsciente coletivo. Ligou TV, ouviu radio, leu jornal ou revista com admiração, TÁ CONTAMINADO.
Crianças necessitam de objetos transicionais de afeto. É a dependência daquele ursinho, travesseirinho, etc. para a transição afetiva em relação à mãe para as outras relações. Conta-se que, se a mãe conduz bem essa transição, tanto mais saudável emocionalmente será o filho. Como estamos em guerra não é de se esperar que isso ocorra com sucesso na maioria dos lares (trincheiras). O insucesso nessa transição gera dependentes doentios de aprovação alheia, competidores vorazes e inescrupulosos, egocêntricos compulsivos, solitários amargos, etc
Sendo assim, é natural que as relações "afetivas" dos humanos civilizados (praga) sejam o que tem sido: UM DESASTRE ECOLÓGICO. Basta algum poder para transformarmos nossos iguais em objetos de afeto escravo. Temos feito isso uns com os outros desde SEMPRE!!! Até aí, tudo muito cruel mas, problema nosso. Praga não é só isso, praga se destroi, destroi seus semelhantes e destroi o meio em que vive.
Aqui entra o objeto deste capítulo.
O que a praga humana faz para reforçar a segurança da tribo ou da trincheira e para aplacar a sua solidão.
Escraviza e contamina animais.
Cavalos, bois, cães, tartarugas, peixes, gatos, pássaros, etc.
É mais fácil fazer isso do que viver a vocação de sermos uma relação em harmonia e não termos essas doenças advindas da sensação de desprezo (que não é só sensação)
Não tem um só desses escravos que não adquira as mazelas dos "donos". Dono mal humorado, animal mal humorado, dono agressivo, animal agressivo, dono amargurado, animal amargurado, etc
"Ah mas eu chego em casa e o meu gato faz a maior festa".
ai ai (longo suspiro) tédio...
ÓBVIO QUE VAI FAZER A MAIOR FESTA:
Ele é escravo, fica lá trancafiado, fora do habitat, viciado nos hábitos doentes do dono, desaprendido de caçar, a sobrevivência dele depende inteiramente do dono que o levou a essa condição de dependência da forma mais covarde possível, o dono, para êle, é a sobrevivência...acha que ele vai querer matar o dono?
Coitado mesmo, vai fazer pirraças quando sentir mais descaso, mas é só isso. Sequestro perpétuo!
Coisa de praga mesmo. Nós nos deixamos sequestrar por valores altamente destrutivos e contagiosos e fazemos isso com outras formas de vida. O fato delas se adaptarem não significa que estejam em harmonia.
Dá pra imaginar o que significa para uma ave, que no seu curso natural de vida precisa voar 5000Km nas épocas de migração, viver engaiolada?
Não dá né? Eu já imaginava.
Então vamos fazer o seguinte; Sabe aquele austríaco que prendeu a própria filha por 24 anos no porão da casa dele e teve filhos com ela? O que você faz com o seu bichinho de "estimação" (?) é muito pior...ele é de OUTRA espécie, que não é praga como você e eu.
Daria pra não sermos praga. Seria questão de desenvolver uma vida interior sem depender da aprovação alheia e sem nos alhearmos do todo do qual fazemos parte.
Percebermos a nossa natureza ao invés de brigar contra ela.
Do jeito como estamos e na quantidade em que estamos não dá pra crer que em 50 ou 100 anos isso seja possível, mas só será impossível se não começarmos.
Comecemos por nós, agora. Curando essa sensação de mal estar por ser humano e fazermos parte dessa praga que temos sido.
Nasce aí a culpa.
Perdoemo-nos individualmente. Perdoemo-nos profundamente, aceitemos que temos compactuado com tudo isso por não termos visto ainda uma saída.
Só existe um jeito de aprendermos...é errando, buscando o melhor e não nos identificando com o erro. Façamos o nosso melhor mas, pelo amor da existência, perdoemo-nos. É aí que começa a transformação.
Olhe-se no espelho e diga repetidas vezes:
Eu estou perdoado, sou digno do lugar em que vivo e vivo em harmonia com o todo.
Vai saindo dos erros aos poucos, com percepção e consciência sempre sentindo-se perdoado, aceito e integrado.
Quando você conseguir esse auto perdão, uma sensação maravilhosa de alívio vai tomar conta do seu ser...
daí por diante a sua própria consciência dirá o que fazer, e você fará com todo amor!
Roupa ou farda? Fardo
Com isto sairíamos da perversão numero 2 em que nosso atual comportamento se enquadra: O de guerreiros. Ninguém mais mataria ninguém por poder, apenas por eventual loucura.
Nas condições do primeiro parágrafo, ninguém precisaria eliminar ninguém, todo mundo "serve" para alguma coisa e, naturalmente, essa "coisa" vai sendo mostrada pela vida afora. A tal da vocação. Se bem tratado, o ser humano a percebe mais rápidamente e se se sentir livre para exercê-la a exercerá mais proveitosamente, para si e para os outros.
Do jeito que estamos nos comportando, como guerreiros, não há quase possibilidade de chegarmos a um convívio harmonioso. Estamos uniformizados, armados e entrincheirados na "santa" guerra de cada dia.
O que faz um soldado que, no meio da guerra, percebeu a total falta de sentido para aquilo, não aguenta mais e não quer matar seus semelhantes em nome de nada?
Deserta.
O que acontece com os desertores?
Varia de cultura para cultura, mas são todos severamente punidos.
Se você pudesse experimentar como é a sensação de "desertar" dessa guerra mundial em que vivemos, você ousaria?
Em sã consciência creio que não pois sabe que seria esmagado moral, psicológica e físicamente rapidinho.
Poderia tentar fazer algo parecido com o cantor de rap que reclamaria tagarelamente de tudo, mostraria sua revolta, criaria um uniforme especial, se entrincheiraria no gueto dos rapers, arrebanharia um bando de seguidores também guerreiros contra o sistema, mas...ainda assim estaria guerreando. Ops...não deu.
Experimente tirar o uniforme...isso fique nú. Faça isso onde outras pessoas também o fazem, com respeito, sem preconceito social, cultural ou econômico. Aí você não será massacrado, ao contrário será tratado de acordo com o primeiro parágrafo.
O que???? Libertinagem, licenciosidade, perversão???
Ahhhh, você ainda associa nudez a sexo. Que pena! A mídia te programou pra isso.
Então não vá...você sairá da civilização mas a civilização não sairá de você.
Você vai acabar estragando o excelente astral do lugar onde famílias e amigos desfrutam desse upgrade de comportamento, esse quase paraíso.
Porque você acha que a indústria fashion se assemelha tanto em competitividade, crueldade e rigor ao mundo dos militares? Porque é a indústria das fardas do exército sociail.
Você não faz idéia do que é tirar a farda de soldado da civilização e sentir que não tem de que se proteger!
Você não faz idéia do que é olhar e ser olhado com respeito pelo que você é e não pela "patente" militar que ocupa no exército da civilização guerreira.
Você não tem idéia do que é iniciar uma relação amorosa pelo encanto que venha a acontecer entre outra pessoa e você e não pelo que um pode representar para o outro no alpinismo e entrincheiramento social.
Só tem um detalhe: A nossa tão querida evolução do agrupamento humano passa necessáriamente por ai.
Depois disso restará só deixarmos de ser caçadores, mas se você nem consegue tirar a farda de guerreiro, esqueça.
E não adianta querer pular etapa tipo não caçar e continuar guerreiro...vai ter que voltar e resolver o guerreiro.
Didática
Todo mundo tem alguma coisa a aprender com todo mundo. Toda relação traz e leva lições.
Professor ensina aluno, mas aluno também ensina professor, amigo ensina amigo, pais ensinam filhos, filhos ensinam pais, mestres ensinam discípulos, discípulos ensinam mestres, mulher ensina marido, marido ensina mulher, vizinho ensina vizinho, funcionário aprende com patrão, patrão aprende com funcionário, cliente com fornecedor, fornecedor com cliente, povo aprende com o governo e governo aprende com o povo...
Nem sempre o professor de matemática ensina só matemática. Sem perceber ele pode estar ensinando, também péssimos hábitos de higiene, erros de linguagem, boa ideias filosóficas, humildade, arrogância...etc.
Há um engano generalizado que leva pessoas a terem certeza de que, só pela posição hierarquicamente superior que ocupam, apenas o que elas falam ou escrevem é o que está ensinando.
Isso poderá no máximo instruir (condicionar comportamento) de acordo com a autoridade de quem ensina sobre quem deve (por obrigação ou submissão) aprender. Nesse caso não há aprendizado, há instrução, o dever de que, diante de tal pessoa, se deve agir assim ou assado. Estamos falando aqui de mero exercício de poder, de constrangimento, que fatalmente gera um rebanho de puxa-sacos ou rebeldes.
Como o homem vive ainda na era da guerra, da destruição, da competição, na pré-histórica e grotesca forma de se relacionar, (pervertendo sua vocação básica que é a de ser uma relação pacífica e construtiva, quero crer) quase todas as relações estão contaminadas por essa compulsão de poder, de domínio. Assim encontra-se, até mesmo nas relações que poderiam ser pacíficas, formas de transmissão de conhecimento destrutivas.
Amigo1- Assessoria escreve-se com “c” e dois “s” ?
Amigo2- Em que muquifo você estudou hein? HUA HUA HUA HUA HUA HUA. Meu, você tem diploma superior e não sabe escrever assessoria???? Você comprou diploma pela Internet? Santa ignorância!!!!!! Assessoria se escreve com dois “s” e dois “s”.
Seria menos traumático o Amigo1 procurar um dicionário. Ele aprendeu como se escreve assessoria, mas o que o Amigo2 ensinou também foi a intolerância, ensinou que quem não sabe escrever direito é indigno, passível de humilhação e chacota, é inferior. Ensinou que o não saber o torna um ser humano inferior. Aprendeu junto as duas coisas e toda vez que for escrever assessoria, consciente ou insconscientemente, vai lembrar sofrer a interferência desse conteúdo.
Se o Amigo1 for uma pessoa emocionalmente madura (o que é muito raro), vai ignorar a chacota, selecionar o que é bom na resposta (que assessoria se escreve com dois “s” e dois “s”) e ficar também com a lição que foi dada na resposta do Amigo2: A de que existem pessoas com baixíssima auto estima, que se consideram uma nulidade se não souberem tudo que esperam dela, pessoas que jamais se sentirão dignas, porque saber tudo é impossível e que por isso mesmo criam uma armadura, um personagem que as defendam de humilhações sociais e estão sempre prontas a agredir quem demonstra fragilidade ou ignorância, reforçando ainda mais a sua própria escravidão ao DEVER de saber tudo...coisa impossível. Pessoas que compraram a ideia de que se deve ser perfeito e, finalmente o pior, pessoas que vão morrendo asfixiadas dentro dessa armadura criada para esconder uma falsa fragilidade, falsa porque errar é humano e é o jeito mais eficaz de se aprender.
Ampliando do grafismo de palavras para toda a existência, a única forma que ensina mesmo, profundamente, efetivamente, substancialmente é o exemplo, é o que a pessoa ou instituição FAZ e não o que diz. Os pais de uma família, por exemplo, podem ser extremamente religiosos, frequentar assiduamente aos cultos, orar antes das refeições, fazerem caridade, serem castos e não pronunciarem jamais palavras de baixo calão, falarem diariamente em paz e perdão MAS se conservam amargura, mágoa, ressentimento, ódio ou sentimento de vingança em seus corações, É ISSO QUE ESTÃO ENSINANDO AOS FILHOS! Por mais disfarçados que estes sentimentos estejam.
O que ensina é o exemplo. Mas, notem bem, eu disse que o que ENSINA é o exemplo, o exemplo não condiciona nem determina. Cada um tem suas diferentes capacidades de fazer opções a cada momento. O exemplo fica como uma referência para o resto da vida, que pode ou não ser seguido. Cada ser tem pleno direito ao exercício de seus valores adquiridos ao longo de sua existência, que devem ser respeitados, principalmente por quem os tem, sem isso não há boa auto-estima.
Verifique em você mesmo o MODO como você ensina (forma É conteúdo).
Se tem delicadeza ao fazer uma correção no outro.
Se se coloca sempre no mesmo nível (humano/falível) em relação ao outro, tranquilamente.
Se é generoso com o erro alheio.
Meditação
Meditação é melhor aprender com um gurú de verdade e ao vivo. Hoje em dia isso é coisa rara.
Eu não tive essa oportunidade mas nem por isso deixo de praticá-la com alguma frequência.
Pratico a que aprendi lendo a respeito, mas principalmente aprendi fazendo e, confesso, me é bem satisfatória.
Vou dizer aqui o que é essa meditação.
Pra que serve?
Serve principalmente pra você ter um contato mais intimo com você mesmo, com o seu "Eu verbo", a sua energia primeira, a que anima o seu corpo. Aquela que é ação pura, solução e paz plena.
Como faz?
Calar o seu "Eu substantivo", o ego físico, mental e emocional.
Sente-se, fique quieto, coluna erecta, esqueça os desejos....se der vontade de ir ao banheiro, vá, de fazer uma anotação, faça, se for imprescindível fazer uma ligação, faça...daí pare.
Até aqui você já calou o seu Eu substantivo física e emocionalmente. Falta uma etapa: a mental. Isto significa que você vai silenciar a mente enquanto durar a sua meditação. Aqui vem a dificuldade maior: parar de pensar. Conseguir isto é quase uma arte, é como aprender a tocar um instrumento musical, requer prática.
Se você se propuser a parar de pensar, fechar os olhos, verá que a sua mente vai despejar na sua "tela mental" um grande número de imagens com as quais você ficará tentado a interagir, "trabalhar" essas imagens...pode ser uma lembrança da infância, um acidente que você viu na tv, um compromisso para amanhã, qualquer coisa....Se você interagir com essas imagens, estará pensando. Se você ficar INDIFERENTE a essas imagens, isto já é não pensar...ainda não é o estado meditativo mas é um grande progresso.
Se você MANTIVER essa indiferença em relação à imagens sugeridas pele sua mente,
elas virão em número cada vez menor...e, se você for bem persistente, vai chegar um momento em que essas imagens pararão...ficará um nada...esse nada é o começo do estado meditativo... poucos músculos do seu corpo estarão cuidando do seu equilíbrio e da sua respiração diafragmática...aquela respiração pela barriga de quando a gente está dormindo .
Quanto mais tempo você permanecer assim, mais intensa e profundamente o seu "Eu verbo" atuará no seu corpo (físico, mente e emoções)
plenificando-o de paz e saúde.
Se de todo for muito difícil para você conseguir este estado de silêncio mental, um exercício de concentração ajuda muito. De olhos abertos escolha um ponto mínimo na parede, no horizonte ou acenda uma vela e se concentre nesse ponto ou na chama da vela por alguns minutos, isso o ajudará a "esvaziar" a mente.
Se você gosta do assunto e deseja se aprofundar aqui vão umas dicas de gurús de verdade que ensinaram meditação:
Osho Rajneesh
Sri Ravi Shankar
Paramahansa Yogananda
Sri Ramana Maharsh
Sathya Sai Baba
Pra que serve a matemática?
Partindo da inquestionável premissa de que o homem tem se exercido como uma praga no planeta, a perversão (dentre tantas) que possibilitou chegarmos ao grau de destruição a que chegamos, está em tudo que o homem fez a partir da invenção ou descoberta do número (que me perdoe Pitágoras). Não me refiro à simples contagem de objetos, estrelas, deuses, mas à aritmética e matemática, à quantização para construir máquinas, armas e finalmente o dinheiro que tem a arrogante e equivocada pretensão de representar a energia gasta com o trabalho. Não que o escambo fosse a forma ideal de interação econômica a que o dinheiro veio substituir. Antes, a organização social possível, dada a rudeza das civilizações da época (inclusive hoje) jamais permitiria algo menos pior que o dinheiro como evolução natural para o escambo.
Lembremos que o homem não tem habitat natural, precisa predar para sobreviver. Lembremos também que o homem não precisaria nem mesmo ser caçador mas virou guerreiro. O que esperar de tal consciência? (ou ausência dela). Tal grau de consciência não poderia fazer do número uso menos pior. Lembremos também que, do número, veio a música organizada, a astronomia, a astrologia, e evolução da medicina e das ciências. A pouca percepção permitida pelo baixo grau de consciência faz o homem recorrer ao numero para organizar, segundo a aritmética e a matemática, a sua precária visão da natureza como um todo. E, ao proceder assim, destroi o sistema orgânico que pretende analisar, entender e interagir.
Para nós, praga civilizada, a aritmética e a matemática (invenções nossas) se tornaram imprescindíveis.
Só não esqueçamos que a praga se auto-destroi, destroi o meio ambiente e aos seus semelhantes.
Se um dia nos tornarmos parasitas do planeta, isso já será um maravilhoso upgrade para a espécie.
O que seria da humanidade se não fosse a aritmética e a matemática?
A adaptação do homem à natureza não depende de tecnologia, requer percepção animal. Sim, esse mesmo que a gente tem menosprezado e taxado de instinto inferior. E o que diz essa percepção é que somos uma relação, como tudo na natureza. Uma das imperfeições na percepção de como devemos exercer essa relação é a de que temos que exercer poder uns sobre os outros. Isso faz parte da idiotice de imitarmos os outros animais. Essa idiotice inicial é a principal causa (nos homens) de termos nos tornado uma praga. NÃO É POR AÍ!
O homem tem características comportamentais próprias. Ainda não satisfatoriamente exercidas devido a essa falta de percepção de si próprio. Daí caça e guerreia para sobrevivência de grupos, mas nisso danifica a espécie e o meio ambiente. O requinte de manipulação da natureza que a aritmética e a matemática nos permite, dá-nos a falsa sensação de evolução, mas é só olhar em volta para vermos que tudo que estamos conseguindo é distanciarmo-nos cada vez mais da natureza.
O poder como motivador de evolução nos trouxe até aqui.
O estudo e a prática da interação pacífica entre os homens poderá, talvez, nos promover a parasitas do planeta.
Já será uma grande coisa!
Existem pessoas perfeitas
A pessoa perfeita se acha muito imperfeita mas não sabe que é a mais imperfeita das criaturas porque não se perdoa, não perdoa e nem acha possível ser perdoada. A pessoa perfeita se acha condenada a disfarçar e padecer eternamente da sua imperfeição cronica. A pessoa perfeita (condenada à perfeição) se acha suja, indigna e desprezível...e, por isso, o pior: Tem certeza de que nunca será amada verdadeiramente e com isso desconfia de todos, e não aprende nunca o que é o amor.
Não faz nada de coração, faz pelo rigor do dever.
Solidão e amargura...esse é a condição da pessoa perfeita.
A pessoa perfeita não faz mal...ELA é o mal.
Saúde Da Ecologia Interior
Relações onde as oposições são amistosas e não invasivas.
Relações permeadas pelo respeito e admiração mútuas.
Aquelas relações em que todos ficam realmente felizes com a felicidade dos outros.
Esse é o terreno fértil para nascerem as verdadeiras amizades e, quem sabe, os verdadeiros amores.
São relações onde alguém fica feliz, mesmo se o amigo está com outros amigos com mais freqüência.
Se a parceira ou parceiro gosta e fica também com outra pessoa.
Relações cujo vínculo afetivo é o único determinante para o convívio e este convívio acontece com freqüência agradável e saudável.
Não tem prazer maior do que estar próximo das pessoas que se ama e se é amado.
Assim fica fácil manter a alma e a mente limpas...
fica fácil se perdoar e perdoar...
assim exalamos amor, paz e alegria!
Todos os eco-sistemas agradecem!
Arte e Entretenimento, qual a diferença?
1 Aquele amigo que faz de tudo para agradar você, mesmo não estando bem, fingindo uma alegria ou uma tristeza convenientes ao seu momento. Aquele cara que escolhe as palavras que você gosta de ouvir e as diz do jeito que você gosta de ouvir. Aquele cara que, ao contar coisas da vida dele, conta do jeito que ele sabe que vai tocar você?
2 Ou aquele amigo que diz o que está sentindo, do jeito que ele está sentindo, procurando a melhor forma de expressão dele, buscando total autenticidade e criatividade?
Se você escolheu a primeira opção, então você gosta mais de entretenimento.
Se escolheu a segunda, então você gosta mais de arte.
A diferença básica entre arte e entretenimento é que a arte não tem a OBRIGAÇÃO de entreter, muito embora isso aconteça numa ou outra peça. A OBRIGAÇÃO de entreter torna peças, chamadas artísticas, puro entretenimento. A elaboração da linguagem dentro do universo do entretenimento não o torna arte porque nele há o compromisso compulsório com o "entreter".
Música popular DEPENDE do ostinatto para sobreviver como tal. Para quem não entende, ostinatto é aquele modelo rítmico que se repete do começo ao fim da música mais claramente notado na percussão, é o que o leigo chama de rítmo. Mais atualmente chamado de loop. A repetição hipnotiza, anestesia o ouvinte...ajuda a entreter.
O amor que a gente recebe sempre equivale ao amor que a gente dá
"And in the end, the love you take is equal to the love you make".
Quarenta anos depois estou eu aqui "descobrindo" o significado disso. Achei mesmo até que tinha criado mais uma frase para o meu livro de frases:
"O amor que a gente recebe sempre equivale ao amor que a gente dá"
Parei de reclamar do pouco amor que recebo em certas circunstâncias.
Parei de agradecer pelo amor que recebo das pessoas queridas que me rodeiam.
Se eu não recebo é porque não estou dando, se não dou, tenho problemas (causa e conseqüência)
Passei a observar que o que me impede de dar amor (nas situações em que não consigo fazer isso) é a maldita intolerância com as limitações alheias. Que é EXATAMENTE a intolerância com as MINHAS limitações. Se eu não me aceito, se não me gosto errando, se não sou carinhoso comigo, ferrou. Eu não tenho que me punir por nada, porque o único jeito de aprender, realmente eficáz, é errando. Se eu me perdoo e se me tolero, já estou me amando e estou pronto para dar amor. O amor não "aceita" tensões internas mal resolvidas, tem que relaxar mesmo, se aceitar. Se eu faço isso comigo mesmo, os outros sentem e se aproximam, em geral com amor. Se você amou e não foi correspondido (em qualquer nível de relação) cai fora. Não gaste à toa a sua energia, o seu carinho. Isto acontece porque você AINDA não está pronto para uma relação amorosa. Ainda tá achando que deve. O seu alto astral vale muito, custou muito a ser conquistado, por isso escolha bem com quem vai dividir. Agora se você tá achando que deve para o mundo, é melhor contratar um chicoteador para te flagelar. Ao menos assim não haverá decepção. Em matéria de amor, ninguém deve nada para o mundo e vice-versa. Quando há erro é sempre do lado do doador: deu demais e não viu que a recíproca não era verdadeira.
Pais manipuladores e autoritários são mestres em deseducar filhos e criar monstros doadores compulsivos.
A pessoa mais importante desse mundo para você, TEM que ser você. Então trate de cultivar o bom humor, SEJA alguém divertido para você mesmo. RIA DE VOCÊ MESMO! Você se tornará uma pessoa tão agradável (doadora expontânea de amor) que o mundo vai te tratar bem melhor.
Aí dará pra escolher PARA QUEM você doará essa preciosidade de astral...e rebecer igual. Você estará pronto para a troca digna. Pronto para o amor.
Nunca mais vou me esquecer: "And in the end, the love you take is equal to the love you make".
Beatles 1969
Dissociar o objeto artístico do seu conteúdo
Conceito=conteúdo é tudo o que o artista quer dizer, expressar. Tanto melhor é essa massa sonora se o intérprete e/ou regente conseguiu absorver o conceito do compositor e expressá-lo do advérbio do som.
Quanto vale a partitura das músicas de Beethoven?
O preço do papel pautado, da tinta e da pena vendido pela papelaria onde ele comprou.
Pode valer também o montante financeiro que a alucinação egocêntrica-possessiva de uma cultura decide avaliar o quanto é importante alguém ter essa partitura para si. Uma partitura original (manuscrito) pode ser vendida por cinco ou seis dígitos de dólar.
O que vale a vibração atmosférica produzida por instrumentos executando primorosamente uma obra de Beethoven?
O preço do ingresso para ver a Philarmonica de Berlin fazê-lo. Não, vale mais.
O preço do CD com a gravação. Não, vale mais.
Vale nem um tostão se você mesmo executá-la satisfatoriamente em seu piano. Não, vale mais.
Se você não gosta de Beethoven aí não vale nada mesmo.
O valor da obra de um artista não é mensurável em moeda, seja qual for.
A obra não é o manuscrito, não é o objeto. É o conceito expresso nela.
Até agora, só obviedades...
Não é tão óbvio o fato de que a desatenção ao valor do conceito das obras, típico do SEC XXI, está relegado quase ao esquecimento, prevalecendo quase só o valor da posse; assim a disputa pela propriedade do objeto da obra forma um mercado. Que não tem nada a ver com arte mas com o status social (e não artístico) do proprietário.
O objeto artístico (manuscritos, quadros, esculturas, livros, etc) facilmente pode adquirir valor de mercado tanto maior for a voracidade de posse sobre aquele OBJETO.
Pode-se fazer de qualquer coisa um produto de mercado. É bom ressaltar que nada contra eu tenho em relação a isso. Nem contra nem a favor, é outro "universo" que não o artístico.
O que quero trazer à luz da lembrança é o fato óbvio, porém quase esquecido, de que se pode desfrutar da comunhão com o conteúdo de uma obra, seja qual for o objeto em que ela se encontra disponibilizada.
O conceito da obra é perceptível na razão direta da sensibilidade do observador e também do grau de despoluição cultural em que se encontra. Lembrando que cultura pressupõe informação instalada na vida; Dependendo do QUE o observador instalou em sua vida e do que ele NÃO instalou, a observação será uma ou outra. Pode ocorrer de alguém ouvir uma sonata de Beethoven e se lembrar imediatamente SÓ do quanto pagou para assisti-la no teatro com tal pianista. E pode acontecer também de alguém ouvir uma sinfonia de Beethoven no rádio e se revoltar por que omitiram algumas partes dela, o que pressupõe informação e cultura por parte desse observador.
A boa notícia é que, se alguém está ocupado com o seu próprio aperfeiçoamento cultural, não vai depender da forma do objeto da arte para aproveitá-la. O aperfeiçoamento tecnológico de hoje permite que tenhamos à disposição e bem acessivelmente excelentes reproduções em quantidades fenomenais. Não importa se é uma gravação em vinil com chiado ou se é uma foto não muito definida de um quadro...se o observador puder ter acesso ao conteúdo, perfeito.
Portanto se você ouvir falar que roubaram um quadro "valiosíssimo" de um museu e que, posteriormente, foi destruído, isso não é tão grave se se tiver boas fotos ou cópias bem feitas, a não ser pelo fato de privar a coletividade de ter acesso ao objeto original da obra. O valor artístico da obra é "inroubável".
Beethoven não ficaria nem um pouco triste em saber que seus manuscritos se perderam depois que a obra foi editada.
O perdão liberta
O perdão desmonta o perdoado e o coloca frente a si mesmo. Aí a dor do erro é maior do que a que ele causou.
O perdão, de coração, é a maior "arma" contra o perdoado porque deixa o perdoado na vazia e dolorosa solidão das quiméricas convicções que o levaram ao erro.
Assim resta ao perdoado sucumbir à tristeza do erro ou renascer para a grandeza do reconhecimento e aceitação da própria falibilidade para então, com humildade, tentar crescer.
O perdoado que viu a grandeza do perdão tem a chance de perdoar a si mesmo.
Só assim o perdoado se liberta das mesquinharias que o levaram ao erro e, talvez, transforme o próprio erro em aprendizado. Aí, e só aí, estará pronto para perdoar.
Sou muito grato àqueles que me perdoaram pois são meus maiores mestres.
A grandeza de seus corações me ensina a ser melhor.
Resta então o mais difícil: perdoar a mim mesmo. Não é fácil e nem impossível.
Falta De Amor
Bem, indo diretamente ao assunto, os problemas psicológicos que afetam os adultos, se tivermos que ser genéricos, são conseqüências de situações e vivências problemáticas da infância, da adolescência e pós adolescência não ou mal resolvidos.
Como tudo o que é vivo dispõe de dois impulsos básicos: caça e amor, e a nossa civilização está quase que totalmente centrada na caça, sobra bem pouco ou quase nada de espaço para o exercício do amor nas relações. É aí que está à causa: ao atendermos alguém sempre descobrimos que a ausência do amor, em algum momento, foi a causa do "problema". Fica óbvio que o amor é um complemento indispensável na "terapia".
O amor deve estar presente em todas as relações: cordialidade com os "estranhos" e "diferentes", nas amizades, nas relações profissionais (originalmente relações de caça) nas relações familiares, nas relações amorosas onde o sexo é parte integrante e PRINCIPALMENTE na relação consigo mesmo.
Quem não se ama o bastante acaba por atrair relações com igual porcentagem de desamor. Aí é que entra a terapia com a função de recuperar ou despertar e aumentar a AUTO-ESTIMA. Todas as terapias trabalham, de formas diversas, com o aumento do auto conhecimento (percepção de si próprio) e acaba dando certo aquela terapia que foi capaz de estimular, com sucesso, a melhora nas relações da pessoa consigo própria. O resto é conseqüência natural desse auto- redimensionamento: relações amorosas.
Melancolia, depressão, hiperatividade, mania, sensações problemáticas de superioridade ou inferioridade, disfunções sexuais, compulsões, ansiedades, etc. em geral (e essa é a proposta do artigo, ser genérico)
Têm origem meramente comportamentais, mas se não tratadas quando surgem acabam se tornando físicas (químicas) e com extensões de somatização.
Os "problemas psicológicos de adultos" são conseqüências de problemas da infância, adolescência e pós-adolescência não tratados.
A verdade é filha do tempo e nossa mãe
Quando uma porta se fecha para mim eu sempre digo com amor: A gente se vê...melhor!
Como disse no meu livro de frases: "O que é ilusório o tempo varre, o que é verdadeiro a gente tenta varrer...mas não consegue"........graças a Deus!!!
É com você que eu me torno alguém...e vice-versa.
para a mesma coisa: características.
Existem aquelas que são as coisas
que não aceitamos em nós mesmos.
A essas, quando as vemos no outro,
damos o nome de defeito.
E existem aquelas que são as coisas
que admiramos em nós mesmos.
A estas damos, no outro e em nós
mesmos, o nome de qualidade.
O único amor é o que acolhe todas as características
do outro e, pra isso, é indispensável
que as acolhamos antes, em nós mesmos.
Amando estamos eternamente aprendendo a
nos aceitarmos a si próprios e ao outro.
Patrocínio ou exploração indevida?
Vocação e sentido de vida é o que move artistas e esportistas. O sucesso em suas vidas é praticar suas vocações. Aceitação pública é um ganho extra para a auto estima e em muitos casos para a conta bancária, mas tem um preço alto que é a perda do anonimato, da privacidade que, às vezes, destroi o sucesso. A popularidade acontece para um percentual muito pequeno de artistas e esportistas. A maioria, a grande maioria vive a sua vocação quase no anonimato ou no anonimato total. Quando um artista ou esportista obtém popularidade, é fruto de um feito seu, único, individual, do seu talento. A finalidade única é manifestar sua arte, suas idéias, sua destreza, sua habilidade. Com muita coragem e entrega enfrentou os limites e, casualmente, tornou-se célebre. A finalidade é a de ser ele mesmo ao máximo. As pessoas admiram, invejam (o que dá quase na mesma) querem aplaudir e desfrutar. Se olharmos no retrovisor da história veremos que os artistas (aqui eu incluo esportista como performista que não deixa de ser arte, se considerarmos o circo como uma das primeiras) influenciaram muito os passos da humanidade, menos que as guerras, é claro, mas refiro-me às influencias construtivas. Artistas, performistas, pensadores não produzem objetos de consumo, produzem idéias, comportamentos.
O talento para a arte não tem nada a ver com o talento para fazer dinheiro, muito embora, em alguns casos, eles possam ser encontrados em uma única pessoa.
São as indústrias gráfica, fonográfica, de vestuário, alimentícia, de mídia que transformam feitos e idéias em produtos de consumo.
E é exatamente a arrogância (atitude de tomar posse de) dessas indústrias, que produziu o fenômeno do estupro cultural. Para o artista conivente, fadado a ser joquete tal qual animal de estimação descartável, isso pode trazer a segurança material, fim de um problema e começo de outro: o compromisso com a venda. Para os estupradores, até aí poderia tanto fazer, eles querem mais é lucrar e lucram. Mas estão lucrando(?) a qualquer preço, inclusive o mais caro: a imagem institucional. Como?
Que estamos vivendo uma época de selvageria consumista todos sabemos. Mas quem quer lucrar mais, estuda, encomenda inúmeras pesquisas e percebe que existe uma coisa chamada excelência, a tal da qualidade. Percebe que o público (pessoas) percebem um ato de covardia, de abuso. Não falam nada, talvez nem evitem consumir o produto industrial do estuprador, mas qualificam, julgam e classificam: aquele industrial é um estuprador cultural, tá a perigo, tá fazendo qualquer negócio pra sobreviver, TÁ MAL, quer se dar bem. Na melhor das hipóteses, fica a imagem de aproveitador, de oportunista pragmático. Com o tempo o descrédito é associado ao produto.
Mas afinal, do que estou falando?
Torneio Bradesco de volei
Premio Sharp de música
Teatro Credicard Hall
he he
O que produz o Bradesco além de lucros absurdos?
O que a Sharp tinha a ver com a música além da paixão do filho do dono pelo meio artístico?
O que um cartão de crédito tem a ver com o teatro?
São instituições imensas surrupiando a credibilidade de abnegados que se tornaram populares pelo seu talento.
Se fossem instituições geridas por pessoas de bom nível, cultas (não basta ser informado) teriam vergonha de fazerem isso. Eu sinto vergonha por eles.
Se quiserem continuar surrupiando a credibilidade dos abnegados mas aparentando bondade , seria de bom tom, generoso e educado, por exemplo, fazer:
Torneio Bernardinho de Volei (apoio Bradesco)
Premio Chiquinha Gonzaga de Música (apoio Sharp)
Teatro Walter D'Avila (mantido pelo Credicard)
Agora, se gostassem mesmo de apoiar a arte e o esporte, dariam estudo artístico gratuito popular e mídia para os seu beneficiados. Mídia para os grandes talentos anônimos.
O custo/benefício no nível institucional seria bem maior. Não a curto prazo, claro.
Institucional nunca rimou com curto prazo.
Há uma dita no não dito: Você consegue o público que eu te dou uma migalha.
E, finalmente, já que o artista e o esportista, alavancam tanto as vendas das indústrias, o ético seria que eles recebessem participação nas vendas dos produtos aos quais fizeram o favor de associar suas imagens conferindo credibilidade a eles.
A arte precisa do dinheiro e o fazedor de dinheiro precisa da arte para fazer mais dinheiro.
Talento para a arte não tem nada a ver com talento para fazer dinheiro, não fosse assim, Van Gogh, Vivaldi e tantos outros, por exemplo, não teriam morrido na miséria.
Para sobreviver, o artista precisaria saber fazer dinheiro sem deixar de ser artista, assim ganharia o suficiente para continuar sendo artista e não pucha-saco de publicitário ou fazendo performance de rua por uns trocados. Formas diferentes de mendicância que comprometem diretamente a integridade da obra. Creio que em 99% dos casos, isto seja impossível.
Como disse em capítulos anteriores: arte é amor, dinheiro é caça.
Quanto menor a vocação artística maior a possibilidade de o indivíduo fazer dinheiro. E vice-versa.
Dá pra conciliar amor e vínculo social?
É isso.
Se voce encontrou o amor da sua vida e quer continuar amando e sendo amado, pense bem.
Se voce levar esse amor para o ambito social ele vai morrer assassinado pelos padrões sociais. Se voce viver esse amor em segredo ele talvez morra, mas será de morte natural.
Boa sorte!
Paz e amor? Sei... (pra ler em frente ao espelho)
Você consome petróleo?
Você come fast food?
Você é fumante ou participa de eventos patrocinados pelo tabaco?
Você tem conta em banco?
Você consome produtos da indústria do entretenimento?
Você compra em super-mercado?
Você tem produtos eletro eletrônicos?
Você consome produtos chineses?
Você freqüenta shopping centers?
Você assiste televisão e ouve rádio?
E você ainda ousa falar em paz e amor num mundo futuramente viável onde a humanidade exerceria a sua vocação de ser uma relação?
HAHAHAHAHA
Só se for como mera abobrinha...
Talvez fosse melhor você calar a boca e apenas parar de fazer essas coisas.
Ao menos assim você pararia com, pelo menos, essa hipocrisia e contribuiria DE FATO para a possibilidade quase inexistente de um mundo melhor.
Por que, agindo assim do jeito que age, você faz, além de tudo, o ridículo papel daquele estudante de economia que ostenta uma camiseta com a cara de Che Guevara. O Che da camiseta não tem nada a ver com o Che de verdade. O Che de verdade foi um idealista e revolucionário ativo que dedicou a vida a uma causa e morreu por ela. O Che da camiseta é o ícone da rebeldia vazia adolescente. O rebeldezinho sem causa imbecilizado que ta na merda, revoltado com a hipocrisia social e (sem a menor informação filosófica, social e psicológica) caminha para o lixão da sub-existência urbana.
Petróleo mata
Tabaco mata
Entretenimento não cura nem conscientiza, é anestésico.
Banco é vampiro
99% dos itens de supermercados prejudicam a saúde individual ou coletiva, além de muitos deles viverem as custas de mão de obra escrava
Os fabricantes de eletro-eletrônicos produzem acima de tudo um lixo poluente assassino para o planeta
A China está conquistando mercados as custas de mão de obra escrava
O Shopping Center não é feito para você, é feito para pegar o seu dinheiro (energia)
A mídia é o berrante imbecilizante do poder para manter o gado humano imbecilizado.
Paz e Amor(?)
Ce tá falando em nome do que? Dos seus hormônios? Da sua mesquinha necessidade de status?
Pra você camuflar melhor o seu impulso destrutivo?
É um belo ícone que serve de slogan para o seu marketing pessoal, pra você posar de bonzinho e conquistar a aprovação social no seu gueto e sentir-se aceito. Completamente vazio...mas não tem problema, conteúdo é dispensável, o importante é o discurso, se parecer verdadeiro, melhor ainda...Mas isso tambem não é problema porque a sua esquizofrenia é tamanha que até você acredita na sua mentira...desculpe, verdade. Sim, porque pra você, verdade é só tudo aquilo que te faz sentir-se bem, aceito e digno. O resto é mentira.
Ora ora, o que fazer com tanta diversidade, com tanta divergência?
É melhor inventar uma verdade que ao menos te de algum conforto.
Aí se achar quem pense igual ou parecido, dá pra formar um gueto. O gueto hipócrita alternativo que nega a hipocrisia social estabelecida. Tá certo que ambos consomem os mesmos produtos (promovem a mesma devastadora destruição de si e do planeta) mas o importante é que com consciências diferentes, você sempre estará do lado do bem! (huahuahuahuahua).
Paz e amor...cada um no seu cantinho arranjando um jeito de não se sentir tão sozinho. Pizza, cineminha, filosofia espiritual, dvd, novela, religião, internet, baseado, coca-cola, baladinha, filosofia do marketing pessoal....ops, paz e amor.
Mudar mesmo.......dá trabalho.
Praga não muda....estraga.
Não escravize a natureza. Nem a sua nem a de ninguém!!!
O pássaro aprisionado tem o seu metabolismo alterado. O canto do pássaro é de tristeza. O claustro não é bom pra ninguém muito menos para quem nasceu livre e precisa da liberdade para cumprir seu sentido de vida.
Se a sua ecologia interior não vai bem, isso é problema nosso. Comece a trabalha-la por não maltratar a ecologia exterior. Inteira e não violada, ela pode ser um bom professor e curador. Se você não conseguiu a sua liberdade não tire a liberdade do maior símbolo da liberdade: O pássaro. Êle é o exemplo. Não lhe tire o que você ainda não conquistou: A LIBERDADE.
Solte os seus pássaros, exteriores e interiores.
O que é isso?
Tudo aos berros:
Roberto-Você é uma vaca, uma imbecil, tava pensando no que?
Celia-Tá nervosinho, tá? Presta atenção em você, seu bosta!
Roberto-Bosta é você, vagabunda! Burra, Oreia OREIA!
Ruth-Vamo pará com isso? Chega, já chega!
Roberto- Essa cretina não presta atenção em nada, vai se foder!!!!
Roberto-Escuta nada, não encha o saco voce tambem..
Ruth- Ai meu Deus, vamo parar com isso?
Roberto (aos berros)-NÃO VIU O CARALHO! NÃO VIU O CARALHO!!!!
É uma filha da puta, não tá nem aí!!!!! Se faz de boba pra me irritar!!
Ruth-Ai gente, assim eu vou parar...
Roberto-É sempre assim, puta que pariu! A Celia é burra, burra, topeira!
Celia- Topeira é voce, estúpido!
Roberto-Cala a boca CALA A BOCA, eu só não te encho a cara de porrada porque a gente não tá em casa
Roberto-Mas ela merecia, essa vaca do inferno!
Celia-Vaca é a sua mãe!
Vilma (mãe do Roberto)- Eu não tenho nada a ver com isso, e vaca é a sua mãe!
Ruth-Gente, eu vou embora, assim não dá.
Roberto- Não vai nada, vamo continuar.
Celia-Eu não quis ofender a senhora dona Vilma e a minha mãe não é nenhuma vaca?
Roberto-Ela não, mas voce é!
Celia- Seu covarde, covarde,(chorando) só porque eu sou mulher!
Ruth- CHEGAAAAAAAAA
Roberto- Sou eu, eu distribuo.
Silencio total. Ao fundo passarinhos cantam alegrando a linda tarde de domingo na fazenda da
TEORIA
Quando não conseguimos ter a iniciativa para conversarmos abertamente sobre as nossas diferenças, ou quando não encontramos abertura para isto no outro, uma coisa horrível vai se acumulando
Aí deixamos para descarregar as raivas que vão se acumulando, em momentos em que o assunto não é o que recalcamos. A mesa de jogo é ideal para isso. Xingar o juiz é melhor ainda, é totalmente impessoal.
O sujeito que tá com problemas de inferioridade, coloca num simples jogo, a afirmação da sua superioridade (se ganha) ou da sua inferioridade (se perde). Se ganhar, a sua auto-estima sobe e ele já não se sente tão inferior assim, se perde, é a morte.
Essa é a pior coisa que alguém pode fazer para a sua própria auto-estima. Porque em ambos os casos o cara sabe que está se enganando. Ele não é melhor pessoa porque ganhou e nem pior porque perdeu. E nem é ruim ou bom simplesmente por que se acha ruim ou bom.
Este quadro complicado costuma aparecer nas pessoas que estão com uma sensação muito grande de inferioridade. Aí um simples jogo pode ter a função faz-de-conta de superioridade, no caso de ganhar. Sim, porque o cara que se sente muito inferior e não tem estrutura emocional para “bancar” essa sensação, não se contentaria com a sensação de estar “na média” ele precisa da sensação de superioridade. Aí vira um surtado na mesa de jogo. Surtado manso ou surtado agressivo, surtado enrustido, tem de tudo.
Ter ou não ser?
Toda relação amorosa é composta de um conjunto de, pelo menos, dois tipos de sentimentos:
Encantamento e irritação.
O encantamento vem das afinidades. As irritações vêm das diferenças.
É opção de cada um se centrar, colocar o foco, em um grupo ou em outro.
Quando estamos muito insatisfeitos com a nossa situação existencial e nos negamos a encarar isto, transferimos a causa desta tristeza para o parceiro amoroso, nas irritações que ele nos causa. "meu deus, essas diferenças me matam!" brada a vítima.
Não conseguimos pensar em diferenças sem hierarquizar as relações.
O diferente de mim, as diferenças que eu tenho em relação ao meu parceiro amoroso, me provocam raiva, se eu não sou um ser maduro. Daí eu projeto, nessas diferenças, toda a minha raiva não resolvida, que tenho em relação às minhas frustrações, e culpo as diferenças como causa da minha infelicidade. Aí o meu parceiro passa a ser o carrasco e eu a vítima. Está hierarquizada e enquadrada como relação de poder (cabo de guerra, tabuleiro de xadrez) o que deveria ser uma relação puramente amorosa e encantadora que aliviaria meus pesos existenciais.
Poluentes da relação: rivalidade, ambição, disputa de domínio, queixas excessivas, desconhecimento e desrespeito dos limites do outro, etc.
Tudo isso porque o sexo, desde a infância, está (socialmente) associado à agressividade e nos faz ter raiva inconsciente do sexo oposto. O adolescente conquistador aprende a "comer" as menininhas e estas a "conquistarem" um carinha legal.
Amor não é isso, mas isso leva o nome de amor na sociedade.
E, para não nos sentirmos tão sozinhos no nosso encantador amor, optamos por viver o amor segundo a sociedade, com base na irritação, nas diferenças, um sexo agressivo. Tudo isso para ter a aprovação de todos por causa da nossa imensamente insuperada insegurança. Dai o amor acaba.
É assim que nós matamos aquilo que poderia nos fazer sobreviver melhor.
Solução (?):
Dissociar sexo da idéia de agressividade e centrar sua relação amorosa no encantamento e não nas irritações. Assim, ao invés de se fazer concessões, que geralmente nos mutilam, fazemos só o possível, com respeito, e o outro nos percebe como alguém voltado amorosamente para ele.
IMPASSE (?)
Se nos centrarmos no encantamento, as irritações ficam muito toleráveis e a gente perde a aceitação social.
Se nos centrarmos nas irritações (nas desafinidades), o encantamento morre, mas e gente ganha aceitação social.
Ter ou não ser? Eis a questão.
O mais importante é lembrar sempre que não existe amor sexual duradouro em sociedade.
Em segredo, dependendo da estrutura de cada um, ele pode ser eterno.
Em sociedade o amor nasce entre quatro paredes e morre na sala de visita.
Entre o momento das quatro paredes e o da sala de visita ocorre o processo lento e imperceptível
da fraternização, da desmotivação até a putrefação do amor.
Por isso ouvimos o filósofo etílico no botequim dizer, com a voz embargada, entre um soluço e outro:
ARTE E ENTRETENIMENTO
No princípio a mídia servia a arte, agora o fragmento da arte serve à mídia.
O entretenedor tem o compromisso prioritário de agradar, seduzir e de ser entendido imediatamente, para sua obra ser COMPRADA. Para tanto, lança mão de recursos padronizados de linguagem, assim é mais seguro que seja entendido imediatamente. O entretenimento é imediatista. Por isso ele se ocupa PRIORITÁRIAMENTE com a COMUNICAÇÃO. Daí a “arte” popular (entenda-se do entretenimento) estar estribada na hábil mescla de fórmulas feitas, na cabeça do público. Aí, nesse setor, tem desde a publicidade até Jobim, que, por exemplo, se inspirava também nas harmonias de Chopin. Vide os primeiros compassos da música Insensatez que reproduz a harmonia dos primeiros compassos do prelúdio número 4 de Chopin. Isto para dar um único e óbvio exemplo. Chopin até usava menções a músicas folclóricas polonesas, mas o conteúdo de sua obra não se apoiava em menções e nem dependia delas para serem interessantes. O ato de entreter está atrelado à necessidade da VENDA de uma peça como PRODUTO. Daí ela ter que ser compreendida IMEDIATAMENTE. O entretenedor, que geralmente só faz isso na vida, torce pelo sucesso de vendas para que o público, a fábrica, a editora, o patrocinador, o anunciante (e, de preferência, todos esses juntos) continuem dando-lhe a sobrevivência. O entretenedor está voltado muito mais ou quase só para a diversão.
O artista tem como principal compromisso a EXPRESSÃO através do aprofundamento e evolução de sua linguagem, para que ela seja capaz de expressar coisas até então impossíveis de serem expressas ou não tão profundamente expressas. Ou ainda, a simples, despreocupada e descomprometida expressão através de alguma forma considerada artística por muitos ou só pelo artista mesmo.
A ocupação é mais com o existencial, e menos ou nada com venda. O descompromisso com a venda dá-lhe uma decisiva liberdade que permite uma ocupação muito mais profunda com o ato da sua expressão e o conteúdo. O artista sabe que, talvez naquele momento, a sua proposta não seja entendida, assim como um filósofo, como Adorno, por exemplo. Mas a SUA própria convicção e inquietação existencial o leva, através de uma dedicação de corpo e alma, a expressar o que sente que tem que ser expresso... para alguém em algum lugar...mesmo que seja no futuro, ou talvez nunca. Tem alguns artistas que fazem isso sem essa consciência e tem outros que têm essa consciência. O artista está voltado muito mais para a expansão da consciência através da reflexão que sua obra proporciona.
Quem julga o que é arte ou entretenimento? Qualquer um com REPERTÓRIO cultural (não adianta nada só repertório de informação), certamente os pensadores, estudiosos e filósofos de 200 anos depois (aí já passou a efervescência da época, que embola a percepção) que percebem se aquela obra representou avanço no aprofundamento e na evolução da linguagem e, principalmente, da capacidade expressiva do homem, ou seja, se ela foi capaz de expressar coisas até então impossíveis de serem expressas ou não tão profundamente expressas até então.
A preocupação com a venda imediata de uma peça pode comprometer em muito a elaboração e o conteúdo da mesma, bem como sua potencialidade expressiva .
Subjetividade Cultural
Vejamos: Os Irmãos Augusto e Haroldo De Campos e Monteiro Lobato (artistas)
Para uma tribo indígena, O Sítio do Pica-pau Amarelo ou As Reinações de Narizinho podem provocar uma revolução existencial maravilhosa, já os Irmãos Campos, um constrangimento pela inacessibilidade.
Ambos os escritores, a meu ver, são artistas. Dá pra reler muitas vezes, mas a apreciação depende muito do preparo do público. Talvez um dia um índio venha a gerar repertório em si para compreender os Irmãos Campos.
Vejamos Glória Perez e
Para uma tribo indígena, Um Desenho Animado Da Mônica pode provocar uma revolução existencial maravilhosa, já O Clone, um constrangimento pela inacessibilidade.
Ambos os escritores, a meu ver, são entretenedores. Quantas vezes você assistiria O Clone ou leria um gibi da Mônica? A apreciação depende muito do preparo do público. Talvez um dia, um índio venha a gerar repertório em si para compreender Glória Perez.
É oportuno aqui o convite a uma reflexão a respeito de o quanto você está disposto a apreciar e absorver a cultura indígena. Sua resposta pode determinar se você é um ser cultural.
Dentro do universo do entretenimento encontramos entretenedores que se aproximam muito do comprometimento, da postura e do comportamento do artista. Eles se preocupam com a linguagem, com sutilezas, tentam superar fórmulas maçantes: Cole Porter, Chico Buarque, Beatles, Stylle Dan são exemplos interessantes. Mas as revoluções culturais que causam não são tão consistentes e/ou profundas quanto as que causam um artista.
Um dia eu conheci Beatles e Beatles era arte para mim. Quinze anos depois eu cresci e conheci bem Mozart, ai entendi que Beatles são entretenedores e Mozart artista.
Continuei crescendo e Mozart não deixou de ser artista e Beatles entretenedores.
Ouso completar o que disse o genial professor Jorge Coli, Professor de História da Arte/Unicamp.
Nem tudo que é entretenimento é arte, mas toda arte é entretenimento. Concordo e acrescento:
A arte pode seduzir, entreter, produzir prazer, mas PRINCIPALMENTE, também através desses três elementos, leva a uma profunda reflexão existencial e causa alguma revolução no observador: Van Gogh, Bach, Schöemberg, por exemplo. Já o entretenimento não é tão capaz de tanta profundidade, amplitude e enriquecimento cultural. Nem por isso é desprezível. Só é outro universo.
Se é arte ou entretenimento, isso é uma questão subjetiva enquanto o observador não tiver capacidade de discernimento para perceber a diferença. É assim, nesse estágio de compreensão tudo é arte. Mas é um fato objetivo que você só percebe quanto mais cresce culturalmente e não só acumulando informação.
A resposta serve mais para definir você para o seu interlocutor e vice-versa, do que para explicar.
Já que, se ele for um ser culto, não será necessário explicar, ele entenderá, se não, não adiantará nada falar, pois para ele TUDO É ARTE.
É oportuno agora, início do século 21, que as pessoas interessadas em viver melhor, sejam menos informadas e mais cultas. A grande estratégia do poder é imbecilizar os consumidores pelo excesso de informação. Isso ocupa seu espaço interno impossibilitando a sua reflexão existencial, que é a grande viabilizadora de cultura.
Com informação você fica mais esperto.
O sentido
Um raio de luz não escolhe onde vai.
Simplesmente ilumina por onde passa.
Como não é ele que escolhe o seu caminho,
O Creador traça a sua rota, e nela, coloca todos
Os que devem ser iluminados pelo raio.
Assim, certamente, e por determinação do Creador,
todos os que recebem a luz, a recebem por divino merecimento.
Fica mais bonito ainda, perceber que todos nós somos raios de luz.
Que iluminamos e somos iluminados por todos e a todos que nos rodeiam, o tempo todo.
Então, estamos sempre no lugar certo na hora certa.
Obrigado por me iluminar e por receber a minha luz, segundo a regência do Creador.
Por que, para mim, este é um dos maiores sentidos desta e de todas as existências.
Cantar, para mim, é isso...
A poesia do meu trabalho
É o trabalho de fluir poesia em meio a um lodo de amargura.
É calar explicações e justificativas e cantar a verdade que, conscientemente, nem eu sei direito.
Não está na melodia nem na letra...mas no modo.
É, sem colocar o dedo em feridas alheias, lembrar das minhas, vivê-las com verdade e, assim, acariciar feridas abertas de outrem.
É viver um encanto onipresente, de tal forma a intimar a emersão do lodo e lembrar o outro que a alegria e a ternura são acessíveis e estão disponíveis.
É, literalmente, fazer amor sem tocar...até por que até o meu olhar está atrás de duas lentes de proteção contra a pessoalidade.
É divino e impagável ser tocado por um olhar, outrora descrente e solitário, com o encanto que, há pouco, estava à tona, apenas em minha alma.
Pouco se diz a muitos
Muito só se diz a poucos
Assim, no modo que imprimo às letras e melodias, vou fluindo esse muito que o divino me passa...
aos poucos que estejam sedentos deste indizível tesouro.
Para os muitos, ainda não atentos para esta realidade, fica o barulho organizado da música simplesmente...Isto é o que eu penso numa abordagem bem imediata...mas a longo prazo (e isso já aconteceu várias vezes) o toque delicado e constante do amor no cantar, derruba couraças, abre os corações e traz o ser à luz de si mesmo.
A poesia do meu trabalho atravessa barreiras e classes sociais, culturais, raciais, econômicas e religiosas.
As reações são as mais diversas...o que me encanta é que a ação é a mesma. Encantar,
“magnetizar”, “anestesiar” para lembrar que, dentro de si, cada um tem um paraíso de paz, felicidade e amor.
A poesia do meu trabalho pode fluir graças à solidão na qual eu o exerço. Não há dispersão de energia com parceiros, nem técnicos, nem empresários, nem mesmo com o público. Na solidão (em meio à multidão) é mais fácil não perder o contato com a essência. Depois que se está essencializado, tanto eu quanto o público, aí sim, a troca é plena.
Numa relação onde a afinidade de essência está ausente, a palavra é tudo (e não resolve nada). Quando a afinidade de essência está presente, a palavra não é nada (e tudo se resolve).
Por isso eu não gosto muito de cantar em um idioma que eu conheça. Gosto de cantar para o brasileiro que não sabe muito bem o inglês por que o que estou dizendo não está na letra da música. Prefiro que o meu modo de cantar suscite imagens e idéias na imaginação de quem ouve. Isso é mágico!
Essa é a poesia do meu trabalho!
Todo mundo quer amor
Tem muita gente querendo o amor pra encher barriga. O que enche barriga de comida já não é amor, é armação, é esquema. O amor só enche barriga quando a mulher fica grávida.
O legal é voce conseguir sentir amor por todo mundo. Mas voce nunca vai conseguir isso a partir de um contrato, escrito ou não, e muito menos se for obrigado a sentir. Pradoxo total: obrigação de sentimento. O melhor sentimento que se pode obter disso é o sentimento de obrigação, que não tem nada a ver com o amor, gera stress e muita, mas muuuuita culpa. A mãe que cuida de um filho por obrigação está ensinando a ele o DESAMOR. Nesse caso o compromisso é com a obrigação, e não tem nada pior e mais mal feito do que aquilo que se faz por obrigação. As obras mais bonitas que o homem faz, são aquelas feitas por e com amor. O filho mais bem educado é aquele que foi educado com amor. Mesmo que a mãe tenha se sentido pressionada pela obrigação de cuidar, se o amor foi bem maior do que a obrigação, o filho aprendeu amor.
Amor não é pra usar, é pra sentir e exercer.
Quando voce coloca o amor "à serviço" de qualquer coisa, já não é amor.
O contrário sim: As coisas à serviço do amor. Você faz algo porque SENTE amor por aquilo que faz. Exemplo simples:
"Já que eu amo aquela mulher, vou aproveitar pra beijar, pra viajar, pra apresentar à sociedade, pra fazer sexo, pra morar junto, etc." Assim, o amor acaba antes mesmo de ter começado a ser vivido, antes do primeiro beijo. O desejo se "aproveita" do amor para se satisfazer, e acaba ocupando o lugar do amor.
Agora: "O amor que eu sinto por aquela mulher faz com que eu a beije, com que eu tenha sexo com ela, com que eu queira viajar com ela, etc. " Diferença muito sutil, caro leitor, mas fundamental. Neste caso o amor é que "dá ideia" para o desejo. Se a gente deixa o amor respirar, existir, inspirar, ele dura mais...muuuuito mais.
No primeiro e infeliz caso, a pessoa quer um amor pra fazer aquelas coisas que ela acha que tem OBRIGAÇÃO SOCIAL de fazer. "Bem, já que eu TENHO que cumprir esse monte de obrigações sociais (casar, ter filhos, construir patrimônio, mostrar pra todo mundo que sou um vencedor social), é melhor que eu o faça ao lado de quem eu amo e que me ame". Dá pra ver aí que o amor ficou fora do foco, ele está servindo de suporte emocional para o cara atender as massacrantes solicitações sociais. O foco aqui é esse: ATENDER AS SOLICITAÇÕES SOCIAS. Faz contrato (escrito ou combinado) e vamo pra guerra.
E o amor?
Bem, o amor existe, a gente sente. Só que desse jeito acaba rapidinho. E quando acaba, o sucesso social vira "ponto de honra". "Nós não somos felizes mas estamos juntos, [haja o que hajar]".
Nunca, mas nunca mesmo é bom colocar o amor à serviço de nada!!!! As coisas é que tem que servir ao amor. Quando as coisas servem ao amor, o amor não acaba.
Essa bagunça social, economica, cultural, moral que a gente tá vivendo vem disso: DA INTENÇÃO DE COLOCAR O AMOR A SERVIÇO DA COISAS.
Famosa e equivocada frase de efeito: "VOCÊ TEM QUE AMAR O QUE FAZ"
O amor não é voluntário. Você não diz: "Vou amar aquela pessoa, e ama". O amor acontece, ou não. Manipular isto traz consequencias terríveis.
Corrigindo a frase: "VOCÊ AMA ALGO, DAÍ O FAZ"
Será que todo mundo quer amar?
Armadilhas da vida. E agora, o que que eu faço?
-Beleza ! respondeu Ériko. -Bom dia pro senhor. Uma sensação de insegurança começou a tomar conta da cabeça
de Ériko. Sentiu que precisava mudar de casa, de bairro, sei lá. Lembrou das preocupações da sua mãe com o local onde morava, dos insistentes convites para morar no mesmo prédio dela, do fato de que se sentia muito sozinho às vezes e que um prédio um pouco menos modesto, além de mais seguro, faria bem para a sua imagem. É, alí não tava mais legal. Ao sair do prédio cruzou o portão da saída da garagem de seu prédio e quase foi atropelado por um Toyota pilotado por ninguem menos que a vizinha do 112, gatíssima que nem sequer o cumprimentava. Ériko repetiu aquele pensamento que nunca queria calar: "Com o carro que eu tenho ela nunca vai me olhar". Mais adiante viu o anúncio de uma financeira que dizia: "Pague suas dívidas já, com a gente sempre dá". Ériko murchou a expressão e começou a fazer contas, o resultado foi mais tristeza. Ele devia um bom dinheiro. Nada que não pudesse pagar em alguns meses, mas só o fato de tê-las o desanimou.
O mau humor se instalou. Em seguida encontrou um amigo, o Fábio, saindo da farmácia e entrando no seu BMW. -Ériko!!! Saudade rapaz! Voce tá bem? Tentando disfarçar, disse Ériko com um sorrizo amarelo: - Tudo beleza. Lindo carro, heim? - Cara nem é tudo isso, enjoei, to de olho numa mercedes que é tudo de bom. Com essa mercedes a vida fica viável. Moral, mulherada, tá ligado? E Ériko responde: - É isso aí ! Pensou no seu Astra antiiiigo e ficou mal. -Beleza Ériko, agente se vê! Vai viajar no feriado? -Não, vou ficar, cara! - Beleza, se mudar de idéia a gente tá indo pra Angra. -Falou. Bom feriado - Até.
Com seus botões pensa Ériko: "Angra? ha ha ha Com que grana? Nunca!" Sentindo-se humilhado Ériko começou a achar o seu salário de U$ 2.500 um lixo. Sentiu-se um excluído pela felicidade, um indigno, um João Ninguém. Toca o celular, é a namorada. -Bom dia, diz ela num tom muito carinhoso. -Oi. Responde ele secamente, e ela preocupada: -Voce tá bem amor? -Tô. -Nossa, não parece! -Fala, que que ce quer? -Era só pra dar bom dia e dizer que eu te amo! -Tá...bom dia. Te amo tambem. -Tem certeza que ce tá bem? - Tá, tá tudo bem...já falei , que saco! - Tá bom, desculpa hein? Tchau. - Tchau.
Que que adianta me amar se não sabe nem se vestir direito. Mal fala o português corretamente, não dá nem pra apresentar pros amigos. Quer saber? Chega de ser trouxa. Chega dessa vidinha medíocre. Vou aceitar a promoção que o chefe propos, mesmo que eu tenha que vender a alma, trabalhar das 8h as 22h sábado e domingo, engolir sapo o dia inteiro, viajar dia sim dia não, ficar doente de tanto trabalhar mas vou ganhar os meus U$ 15.000 por mes e vou triplicar isso em seis meses. Não vou mais morar num prédio fuleiro, não vou mais ter carro velho, não vou mais ter dívidas, não vou mais sofrer humilhação de ninguem e nem ter namorada pobre e ignorante.
Em três anos:
Ériko foi morar num prédio de luxo com segurança, academia, piscina, quadra, sauna, salão de jogos, de festas mas o utilizava apenas como dormitório.
Comprou um mercedes mas gastou o preço do carro em consertos e revisões extraordinárias.
Casou-se com uma linda e apresentável moça que lhe deu dois filhos e falava fluentemente quatro idiomas: Portugues, ingles, frances e dinheires. Setenta por cento do salário de Ériko ia para ela e o amante dela. O resto ia para ele, para os filhos e para as despesas.
Por poder pagar tudo à vista Ériko não tinha dívidas...mas muitas dúvidas em relação ao caminho que escolheu.
Mais três anos e ele descobriu uma diabete.
Estressado, com vida de robô social e profissional sofreu um enfarte.
Exames e mais exames detectaram a causa do problema: stress emocional. Seguiu o conselho do médico e de um primo: procurou uma terapia. Teve sorte de achar uma terapeuta muito objetiva que na quarta seção disse claramente que ele tinha que mudar a vida, parar de escolher ser infeliz. Indignado com essa afirmação Ériko sumiu da terapia. "Essa é boa, agora o culpado sou eu. Vem viver aqui dentro de mim pra ver como é "fácil". Fácil é falar pros outros o que eles devem fazer e ainda ganhar pra isso".
Dias depois encontrou o primo numa festa. - E aí Ériko, como vamos de terapia?. - Caí fora meu. A mulher é louca. Falou na minha cara que eu escolhi ser infeliz! Cara eu nem sou infeliz, eu só to cheio de problemas , eu queria um relaxamento, coisa assim. -Tudo bem Ériko, é até legal um relaxamento, mas uma terapia te faz olhar pra você mesmo, rever os seus valores, conceitos e depois, cara, não dá pra mudar a vida se VOCÊ não muda.- Meu, isso é muito papo cabeça pro meu gosto. -Beleza. Mas ce tá melhor? - To...to melhor sim. Disse Ériko sem a menor convicção. Ériko não conseguia reunir isenção e nem coragem para se enxergar e desfazer o nó em que se meteu. Piorou muito.
Tornou-se muito agressivo, mal humorado e às vezes até ríspido com qualquer um com quem batesse de frente. A saudável sentença "Oposição amistosa" inexistia para ela. A sua secretária estava ficando com medo dele e do que poderia acontecer se ele surtasse. Com muito jeitinho ela recomendou uma vidente, mas preveniu: -Ela vê mesmo, vai direto ao assunto e não erra.
Sem mais opção e sentindo que estava em rota de colisão consigo próprio, lá foi o Ériko. Nunca havia imaginado, do alto de seus trinta e tantos anos que iria para numa vidente como último recurso para resolver seus problemas. Na sala de espera escondia o rosto atrás de um jornal de tanta vergonha. A cliente saiu da sala e chamou em voz alta: - Senhor Ériko. Ele levantou da cadeira, fixou a cara no chão e sem olhar pra ninguem entrou rapidinho na sala.
-Boa tarde, pode sentar, disse Hilda, a vidente e começou a falar detalhes mais superficiais da vida de Ériko qua mal a olhava nos olhos. Quanto mais ela acertava mais assustado e fechado ele ficava. A certa altura ela disse: - Escuta, se você não estiver gostando, pode ir embora e não precisa pagar, tá?
-Não, não, disse ele, pode falar, é que eu nunca vim numa vidente, eu não sei o que dizer.
-Não precisa dizer nada mas tambem não precisa ficar com medo de mim, eu não mordo, só falo. Agora perguntar se quiser. O que o trouxe aqui?
- Eu to cheio de problemas, tá parecendo que a minha vida perdeu o sentido, sei lá. Eu to mal. To mal de saúde, to mal no trabalho, quer dizer eu ganho bem mas não gosto do que eu faço, to mal com a minha família...tá tudo ruim.
- Bem Ériko, disse a vidente tirando cartas a cada comentário, lembra quando você fez 25 anos?
- Não, nem lembro.
- Pois é. Foi lá que a sua vida mudou de rumo. Voce tomou a decisão que te trouxe até esse estado horrível em que você está agora.
- Como assim? Voce também vai me dizer que eu sou o culpado?
Sem considerar essa pergunta Hilda continuou- Você acordou bem, estava um dia lindo, você nem quis ler jornal naquela manhã, lembra?
- To lembrando.
- Daí você encontrou o porteiro do prédio que te falou sobre uma reunião. Voce podia escolher entre aceitar o motivo da reunião e recusar aquele medo. Dai a moça que morava no seu prédio e que estava caidinha por você quase te atropelou pra te chamar a atenção, mas você preferiu interpretar que ela te desprezava, daí você viu um anúncio que oferecia um empréstimo e resolveu achar que nunca conseguiria pagar as suas dívidas, daí você encontrou o seu amigo saindo da farmácia e preferiu invejar o carro e a vida que achava que ele tinjha. Se tivesse perguntado o que ele foi fazer na farmácia nunca teria tido inveja dele. Dai sua namorada te ligou para falar de um emprego que ela viu para você e que seria uma mudança total para melhor na sua vida, mas você preferiu brigar com ela por estar humilhado sem nenhum motivo verdadeiro. Ela era o grande amor da sua vida, mas você não conseguiu ver porque você escolheu sim se focar na sua presumida miséria quando na verdade voce era um afortunado. Em seguida, com revolta no coração, você fez um pacto com a infelicidade que te trouxe até aqui. Desculpe Ériko pelo que eu vou te dizer: Você não era, mas se achava tão medíocre que foi exatamente no que a sua vida se transformou. Você projetou isso.
-Não pode ser verdade! Só porque eu fiquei com ódio de ser pobre Deus me castigou?
-Aí é que tá, tem muito amor e pureza no seu coração mas tambem tem muito ódio e castigo na sua mente. Por enquanto a sua mente está ganhando.
-Mas eu não queria essa vida que eu tenho agora, eu nunca quis isso!!!!
Hilda tirou mais umas cartas e disse: - Ériko, quer que eu diga como foi o contrato que voce assinou para a sua vida ficar assim?
- Eu não assinei contrato nenhum.
-Claro, você não assinou nenhum papel, fez pior, mentalizou com muita força. Naquele dia quando voce estava na porta do seu trabalho você voce desligou o celular e pensou bem assim: Que que adianta me amar se não sabe nem se vestir direito. Mal fala o português corretamente, não dá nem pra apresentar pros amigos, se referindo a sua namorada. Quer saber? Chega de ser trouxa. Chega dessa vidinha medíocre. Vou aceitar a promoção que o chefe propos, mesmo que eu tenha que vender a alma, trabalhar das 8h as 22h sábado e domingo, engolir sapo o dia inteiro, viajar dia sim dia não, ficar doente de tanto trabalhar mas vou ganhar os meus U$ 15.000 por mes e vou triplicar isso em seis meses. Não vou mais morar num prédio fuleiro, não vou mais ter carro velho, não vou mais ter dívidas, não vou mais sofrer humilhação de ninguem e nem ter namorada pobre e ignorante.
A única afirmação positiva que você fez foi ganhar dinheiro a qualquer custo. Parabens! Voce conseguiu. Está pagando com a sua saúde mas conseguiu. O resto foram afirmações negativas e isso não funciona para a felicidade. Você quis morar num predio não-fuleiro e conseguiu mas não aproveita. Não tem mais carro velho, mas gasta uma fortuna em manutenção, muito mais do que as pessoas que tem um carro igual ao seu. Não tem mais dívidas mas tem tantos gastos supérfluos que você nem consegue fazer o seu patrimônio. Você não sofre mais humilhação mas nem imagina a péssima sensação que você causa nas pessoas que estão em volta de você. Você se tornou uma pessoa desagradável, ninguem quer a sua companhia. E, por último, voce não tem mesmo mais uma namorada ignorante, mas está com uma mulher que não te ama. Tá vendo? Deu tudo cero! Do JEITO que você pediu.
Ériko encolheu-se na cadeira, apoiou a cabeça nas mãos e disse: - Entendi. A sua mente paralizou. Naquele momento ele sentiu como se estivesse em um filme de suspense/ficção científica. Vivendo uma realidade paralela, como se fosse um ator vivendo um papel em um filme que não acaba nunca.
Depois de dar um tempo a Ériko, Hilda disse: - Isso tem volta. Não é legal saber que você é o autor do roteiro da sua vida? Você ainda é muito jovem e mesmo que não fosse. Você precisa imaginar com alegria o que você quer e não imaginar com tristeza o que não quer.
Ériko ouvia tudo aquilo com um certo alívio apesar do choque em que estava.
Hilda continuou:- Nós precisamos mudar as cláusulas daquele contrato. Que tal?
- Como assim?
- Mudar a programação que você fez e que, infelizmente, deu certo.
- Quanto isso vai me custar?
- Bem mais barato do que o que você paga pelo médico. Não vai custar dinheiro. Você faz sozinho e se quiser.
- A primeira frase do seu antigo contrato diz: "Que que adianta me amar se não sabe nem se vestir direito. Mal fala o português corretamente, não dá nem pra apresentar pros amigos". Que tal mudar para "Eu quero amar e ser amado por uma mulher que tenha muita afinidade comigo e em meio a muita plenitude e alegria no relacionamento" ?
-Parece bom. Diz Ériko.
-Mas que tal refinar um pouco? "Eu quero ser feliz no amor".
- Legal.
-Ainda tem um probleminha nessa frase.
-Qual é?
- Ela está no futuro. Que tal? "Eu sou feliz no amor"
-Mas eu não sou.
- Ok! Se você diz que não é, então nunca vai ser mesmo. Se você diz "Eu sou feliz no amor" e é capaz de sentir essa felicidade, na imaginação, no seu coração, pronto, você já está em sintonia com a sua felicidade no amor. É isso que traz a sua felicidade. Quanto mais tempo você permanecer sintonizado com ela mais próxima ela estará.
- Então é aquela coisa de força do pensamento positivo?
- Não. Não é o pensamento, ele é só o apoio. É o que você sente, que atrai. Lembra quando você pediu tudo aquilo?
-Lembro.
-O que você estava sentindo quando pediu?
-Muita raiva, tava revoltado.
-Aí, veio tudo na vibração da raiva pra sua vida. Você pode pedir o que quiser que acontece. Mas acontece do jeito como você sentiu e não tanto como falou. Sinta a felicidade de ser feliz no amor e afirme "Eu sou feliz no amor". Você tem que sentir antes e afirmar sentindo.
-Isso é magia?
-Não, é como as coisas funcionam.
Tá com ciúme? Toma Autoestimol que passa.
Agora, você sentir ciúme DURANTE a relação é sinal de que você não está centrado só no afeto. Está inseguro quanto a qualidade do afeto que está trocando. Está com medo de que o outro possa viver ou já esteja vivendo uma história afetiva mais satisfatória do que a que vive com você, e aí voce fica com ciúme do outro ou da outra. E quando voce sente isso meu caro, já não está mais na alcova do amor, está no campo de batalha. Você já não está amando. Voce está se sentindo ameaçado pela perda do ente amado para o outro. Aí você começa a usar "armas" para desestimular, desestabilizar, sabotar, desencorajar a relação do seu ente amado com o(a) "outro(a)". Poder, poder, poder. "No amor e na guerra vale tudo", diz o nosso lado ID-ota. Lamento informar mas isso é doença, como dor de cabeça, diarréia, indigestão, cólica renal, etc. É nisso que dá querer PESSOAS em vez de querer AMOR.
Quando você começa uma relação amorosa e ela é linda, você quer que seja para sempre e, às vezes, até é. Mas a maioria acaba. O amor não acaba nunca mas a relação pode acabar ou ficar na espera de um momento melhor. Se você não aceitar isso então não está preparado para amar. O amor não é programável e está aí um dos motivos dele ser tão fascinante. Ele acontece, ou não. É exatamente a dificuldade de lidar com a imponderabilidade do amor que fará de você um manipulador. Se você tem baixa auto-estima você vai querer GARANTIR para você uma relação estável, eterna e a tendência à manipulação é grande. O que vai te irritar muito é que, se a pessoa com quem você está, aceitar ser manipulada ela estará dando assim o sinal de que também, com isso, está te manipulando. Transformou a entrega em moeda. Mas nada é pior do que voce ver que a pessoa deixou de ser quem ela é, para finjir ser quem você exigiu que ela fosse, e assim você se descobre se relacionando com uma projeção de você mesmo. Com o seu pior, com a sua incapacidade de amar o outro como êle é. Numa situação dessa, fica documentado que você não está amando e nem sendo amado. A persistir numa relação assim, isso vira tédio, desrespeito, perseguição, doença e até morte.
Até agora falei de pessoas que estão bem intencionadas em viver uma relação amorosa mas não estão emocionalmente preparadas.
Agora vou falar de algo muito pior: A relação de puro interesse político/familiar/social. São as pessoas de auto-estima praticamente inexistente e que usam as relações tidas e ditas como amorosas apenas para obterem destaque e progresso social. Mesmo que custe (e sempre custa) um grande retrocesso pessoal.
No bloco anterior o erro era cometido por imaturidade emocional, neste é por falta de escrúpulo mesmo.
Mulheres e homens que se colocam na vida amorosa como peças no tabuleiro de xadrês. Cada olhar, cada carícia, cada demostração pública de afeto é de caso pensado. Atos usados como estratégias para ampliar o poder no tabuleiro da vida. Nesse caso quando ocorre perda, o que se sente não é ciúme, é inveja destrutiva (que é bem parecido mas faz parte do nosso setor da caça).
Sabe aquela situação em que o cara está brigado com a moça mas fica junto porque precisa mostrar que está com alguém, nem se beijaram hoje. Daí aparece a outra moça que ele quer conquistar e só pra fazer ciúme pra essa outra ele tasca um beijão na boca da namorada. Talvez ela nem perceba que está sendo usada mas ficou contente porque ficou bem evidente para a outra que o seu namorado a ama. Daí chega entre quatro paredes e o cara dá um beijinho hiper chocho nela...e ela não entende nada.
Poder, poder, poder. Voce sabe do que estou falando. Quem já não viveu isso um dia?
O CIUMENTO SOFRE DA TERRÍVEL INCAPACIDADE DE AMAR.
Quando voce sentir que está, possivelmente, sendo vítima desse "esquema" convide seu parceiro para uma relação "just you and me". Só os dois, sem social. Se ele ou ela te amar mesmo, vai topar na hora e ai voce descobre que era só impressão. Se ele ou ela negar, então a relação não é de amor (mesmo que ja tenha sido) é de poder. Cai fora!!!
Para concluir é bom dizer que todos nós, inclusive eu (rs), estamos sujeitos a recaídas e a ter acessos de imaturidade emocional ou mesmo de falta de escrúpulo. Então, da próxima vez que tiver com ciúme, toma Autoestimol que passa!
Efeito instantâneo.
Perguntar não ofende
O contrato te faz bem?
O contrato faz bem pro casal?
A sensação de que "se voce esta unido a alguem pelo contrato mesmo acabando o afeto tudo continua" te da segurança?
Será que voce está usando o contrato para, garantindo a manutenção do casal, colher os aplausos e os louros sociais e, com isso, sentir-se aprovado na tribo?
A sua auto-estima é tão baixa assim a ponto de te forçar aceitar uma relação contratada para se sentir bem entre as pessoas do seu círculo?
Quanto você usa de poder dentro da relação para obter do outro o que quer?
Quanto você faz joguinho de poder social usando sua(s) relação(ões) amorosas? (se é que depois disso elas ainda são relações amorosas).
Será que você está medindo a sua auto-estima pela quantidade de poder que você consegue estabelecer nas suas relações?
Não seria mais interessante para a sua felicidade que voce estivesse com alguem cuja troca afetiva fosse maravilhosa e só voces soubessem dessa união?
Você já percebeu que a partir do momento em que você apresenta o seu namorado ou sua namorada para a sociedade, a relação começa a azedar?
Você precisa de uma relação principalmente para viver o afeto ou principalmente para mostrá-la à sociedade?
Casamento? Como assim?
Fica bem claro porque um projeto de união, onde o afeto não é o personagem principal, dificilmente dá certo.
Nada sem afeto dá certo, muito menos um casamento.
Sabem por que? Porque, sem ou com pouco afeto, a meta é o cumprimento de um protocolo social: As pessoas têm que se casar e gerar filhos num lar equilibrado. Equilibrado sim: De um lado a mulher que precisa ter filhos para ter o prazer de cumprir aquilo que a sociedade lhe exige embora muitas vezes odeie essa condição e desconte isso no desamor, desrespeito e desprezo afetivo/sexual que passa a nutrir pelo marido (alguém tem que pagar a conta). De outro lado o marido que precisa mostrar que está cumprindo seu papel de macho gerando filhos e mantendo à inumanas custas o projeto família unida, nem que para isso passe desprezar, desrespeitar e desamar sua esposa e, não raro, procurar prostitutas para não sucumbir à sensação indigna de macho falido. “É assim mesmo, com o tempo vira amizade” dizem. Meu Deus, eu não tenho e nem hei de ter amigos assim e se um dia os tiver, não precisarei mais de inimigos.
Onde nasce o equívoco? Quando se dá ouvidos às cobranças sociais em detrimento das necessidades pessoais. A necessidade humana é O AFETO. Todos nós estamos ligados pelo afeto e quando não nos relacionamos com afeto, nos desligamos uns dos outros, daí o caos.
Namoro, união, separação, filhos, musculação, sexo, trabalho, comida, etc. Tudo, tudo feito com afeto te faz bem. Sem afeto te faz mal. As armadilhas sociais são aquelas que te fazem assinar contratos para uniões que são motivadas pelo afeto. Quando o afeto acaba, o contrato continua. E aí? Ele chama a puta e ela vai compensar se focando só nos filhos. Acham melhor manter as aparências porque não agüentariam a derrota social que a separação representa.
Tudo bem a mulher escolher o macho que a natureza dela diz que será melhor para a preservação da espécie. Tudo bem o homem escolher a mulher que ele gostaria de ter em sua cama pelo o resto da vida.
Mas o afeto tem que ser o motivo principal da união e o trato entre eles tem que considerar a possibilidade de que o afeto pode terminar.
Acabou o afeto acabou a convivência, certo?
Durante a vigência da convivência afetiva não vamos nos iludir com os aplausos sociais porque senão, quando nos separarmos, temeremos suas vaias. E muitas vezes esse temor nos faz continuar forçando a convivência e, portanto, nos prejudicando ainda mais.
De preferência, vivamos nosso amor em segredo. É tão íntimo, tão nosso, tão precioso e tão frágil. Afinal, ninguém nunca vai saber o que exatamente estamos vivendo. Mas vai interferir.
